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22/09/2016
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22/09/2016

Cooperação Militar

Equador fortalece cooperação em Defesa com Rússia, China e Bielorrusia

Brasília – Nos últimos oito anos, o Equador fortaleceu sua cooperação em matéria de Defesa com Rússia, China e Bielorrusia, deixando as relações com os Estados Unidos nesta matéria, relagadas a um segundo plano. A informação é de um estudo da Red de Seguridad y Defensa de América Latina (RESDAL), com sede na Argentina.

A RESDAL realizou levantamento entre os anos de 2008 e 2014 e revela que neste período, o Equador assinou acordos de cooperação em Defesa com 12 países, a maioria deles com a China. Os Estados Unidos não aparecem na pesquisa. Em agosto, a China entregou dez mil fuzis AK-47 para renovar a capacidade operativa das Forças Armadas. Entre setembro de 2008 e maio de 2012, foram assinados seis acordos de cooperação prevendo a capacitação militar gratuita com a China.

O Equador confirma desta forma o novo giro em matéria de Defesa em que a América Latina fortalece suas relações com a Ásia. Irã e Rússia também despontam como “aliados extrarregionais” do Equador que em novembro de 2008, firmou acordo de cooperação técnico-militar com os russos.

Em 2012, foi firmada uma aliança estratégica em Defesa com a Bielorrusia cujo enfoque especial está nas capacidades da indústria militar equatoriana. No ano passado, Rafael Correa anunciou o interesse do país em montar veículos aéreos não tripulados e construir uma fábrica de caminhões bielorrussos de uso dual.

A perda de influência dos Estados Unidos em matéria de Defesa com o Equador teve início em 2009 quando Correa ordenou que as Forças Armadas assumissem o controle da Base Militar de Manta, ocupada desde 1999 por forças norte-americanas.

À época, Washington destinava cerca de US$ 62 milhões apenas para as operações na base. No entanto, o apoio militar norte-americano ao Equador vem dos anos 80 por meio do fornecimento de equipamentos como aviões, tanques, veículos de transporte, sistemas de Defesa antiaérea, radares e treinamento de soldados.

Com a saída do Equador do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), em 2014, as relações entre Quito e Washington praticamente deixaram de existir. O ministro de Segurança, César Navas, explicou que o Equador segue recebendo apoio dos Estados Unidos em temas de narcotráfico, “mas sem qualquer condicionamento”.

De acordo com a Agenda Política de Defesa 2014 – 2017, o governo do Equador considera que, passada a Guerra Fria, o narcotráfico e o terrorismo se converteram nos novos inimigos dos Estados Unidos. Com este pretexto, Washington teria voltado a interferir em temas de segurança na região.

O documento destaca ainda as relações militares com os países sul-americanos e os acordos de cooperação vigentes com Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela.

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