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Equador não recua e Odebrecht pode ser expulsa

Equador não recua e Odebrecht pode ser expulsa

O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou nesta terça-feira em Manaus, que a construtora brasileira Norberto Odebrecht ainda pode ser expulsa por não ter indenizado o país por conta da paralisação da hidrelétrica de San Francisco. Correa ainda acusa a empresa de corrupção.

Ele esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acabou frustrando as expectativas do colega. Lula havia dito que as ameaças de Correa eram bravatas à véspera do referendo que aprovou a nova Constituição equatoriana.

Passado o processo, ele esperava um tom mais conciliador por parte do colega, o que não aconteceu. Rafael Correa deixou claro após um encontro reservado com Lula, que o Equador não aceitava pressões, violações e propinas.

“Em princípio, não vamos revogar nada. Mas veremos os novos elementos que estão na carta por meio da qual a Odebrecht aceitou todas as condições do governo equatoriano. Em princípio, a Odebrecht está fora do país,” afirmou Correa ao deixar o encontro.

Além das ameaças, o presidente do Equador determinou que as Forças Armadas ocupassem os canteiros de obras da Odebrecht. A empresa atua no Equador há 23 anos.

Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que estava em curso uma negociação entre o governo equatoriano e a Odebrecht, com a mediação da embaixada brasileira em Quito, o que foi desmentido por Rafael Correa.

Segundo ele, “os executivos da Odebrecht equivocaram-se ao acreditarem que o governo equatoriano estava negociando com eles. Não estamos negociando com eles. Estamos exigindo nossos direitos”.

Acordo

À noite, antes de deixar Manaus, Rafael Correa explicou que a Odebrecht havia aceitado as exigências feitas pelo governo equatoriano, o que pode significar a permanência da empresa no país.

CNI

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) repudiou a intervenção do governo do Equador nas atividades que a construtora brasileira Odebrecht mantém naquele país.

De acordo com a entidade, o decreto presidencial, que estabelece o seqüestro dos bens, a militarização dos canteiros de obras e impede a saída do país de quatro funcionários da empresa, representa um desrespeito aos contratos, às normas jurídicas e às regras internacionais.

“A decisão do governo equatoriano constrange as empresas brasileiras que atuam no Equador, impede a mobilidade das pessoas e traz insegurança às famílias. A CNI espera que o governo brasileiro tenha uma atuação firme na defesa dos investimentos brasileiros e da segurança dos seus cidadãos”, diz a nota.

A CNI também se solidarizou com os funcionários da construtora e com as famílias dos colaboradores que tiveram seus direitos constitucionais suspensos pelo decreto do governo equatoriano.

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