Brasília, 25 de maio de 2019 - 09h28

Equador quer o apoio do Brasil para preservar Amaz

11 de janeiro de 2011 - 13:49:07
por: InfoRel
Compartilhar notícia:

O governo equatoriano ameaça abandonar o projeto de preservação do Parque Nacional Yasuní, na Amazônia, se a comunidade internacional não contribuir com US$ 3,6 bilhões.



O dinheiro será utilizado para a criação de fontes alternativas de energia. Desta forma, o Equador pretende preservar sua reserva de petróleo na floresta.



O presidente Rafael Correa contava com o apoio da cooperação alemã e da União Européia, mas até o momento nada de concreto foi fechado.



A coordenadora do projeto Yasuní, a ex-chanceler Maria Fernanda Espinosa, informou que o Brasil também foi chamado a colaborar e que espera uma resposta da presidente Dilma Rousseff para os próximos dias.



De acordo com Espinosa, os recursos para a preservação da área serão administrados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).



O Equador que transformar a matriz energética do país e a preservação de bosques e aldeias indígenas é bastante precária.



O petróleo é atualmente a principal fonte de receitas do Equador.



Yasuní concentra 20% das reservas equatorianas e pode ser responsável pela emissão de 400 milhões de toneladas de dióxido de carbono, principal agente do aquecimento global.



Maria Fernanda Espinosa revelou que se os recursos não chegarem o país vai explorar o petróleo na reserva.



Até o momento, Chile, Espanha e Itália, contribuíram com um total de US$ 38 milhões. O país espera arrecadar ao menos US$ 100 milhões em 2011 para viabilizar o projeto.



Em junho, o governo fará uma avaliação dos avanços e poderá decidir por seu abandono. Até lá, Correa quer ouvir a população em referendo sobre a preservação ou não de Yasuní.