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Equador transformará sede da UNASUL em universidade indígena

Brasília – O presidente do Equador, Lenín Moreno, afirmou que irá solicitar aos países membros da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), a restituição da sua sede, localizada em Mitad del Mundo, para ser transformada em universidade indígena. “Vamos iniciar os trâmites para pedir que a UNASUL nos devolva o edifício. Ali não se está cumprindo nenhuma tarefa, pois se retiraram metade dos seus integrantes”, explicou.

Ainda de acordo com Moreno, a sede da UNASUL seria transferida para outro local, caso o organismo seja reativado. A entidade não funciona desde 2017 quando o então Secretário-Geral, Ernesto Samper, concluiu o seu mandato. Sem consenso entre os membros, o cargo continua vago.

Segundo ele, “somos integracionistas e acreditamos na integração, mas é um absurdo que um edifício que custa milhões de dólares esteja sem utilidade. Solicitamos a sua devolução para poder dar-lhe um melhor destino”, destacou.

O edifício-sede da UNASUL custou US$ 45 milhões ao governo do Equador e foi inaugurado em 2014. Atualmente, o bloco é presidido pela Bolívia. Em abril, os governos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru, anunciaram a suspensão de suas participações.

O Brasil deve cerca de US$ 4 milhões de sua cota para a UNASUL e não há previsão de repasses para 2018. O Itamaraty assinala que o processo de acefalia do bloco teve início com o bloqueio venezuelano ao nome do Embaixador argentino José Octávio Bordón.

Sem um Secretário-Geral, a UNASUR está paralisada e há vários problemas disciplinares graves que cobram solução urgente. Além disso, a organização continua consumido grandes somas para a sua manutenção. Conselhos como o de Defesa e de Infraestrutura, simplesmente não funcionam. Em maio, a UNASUL “celebrou(?)” os seus dez anos de fundação.

Colômbia

O presidente eleito da Colômbia, Iván Duque, afirmou nesta segunda-feira, 9, que irá promover a saída do seu país da UNASUL. Ele assume o mandato em 7 de agosto, mas já avisou que não participará de “uma instituição que se converteu em uma caixa de ressonância da ditadura da Venezuela”.

Além disso, Duque anunciou que apoiará as denúncias feitas pelo Secretário-Geral da OEA, Luis Almagro, pelos crimes cometidos pelo presidente Nicolás Maduro.

Apesar da situação, o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Huanacuni, garantiu que a UNASUL é uma realidade “e que não irá desaparecer”.

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