Brasil e Colômbia discutem logística para resgate
29/02/2012
Vice-Secretário de Estado norte-americano discute
29/02/2012

Escola de Paz `Sérgio Vieira de Melo´ busca apoio

Escola de Paz `Sérgio Vieira de Melo´ busca apoio político

Brasília – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) conheceu nesta quarta-feira, 29, a proposta de criação da Escola de Paz “Sérgio Vieira de Melo”, apresentada pelo cientista político Clóvis Brigagão, que busca o apoio político para implementá-la.

A instituição irá oferecer cursos de pós-graduação para capacitar recursos humanos e treinar profissionais em gestão e governança internacional.

Brigagão destacou o trabalho realizado por Sarney quando presidente da República em favor da paz. Ele citou dois exemplos concretos: a assinatura da Declaração Conjunta de Foz do Iguaçu sobre Política Nuclear e a criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, aprovada pelas Nações Unidas em 1987.

A Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul foi aprovada por 124 votos, 8 abstenções e o voto contrário dos Estados Unidos.

Já a Declaração de Foz do Iguaçu sobre Política Nuclear, foi assinada em 1985 por José Sarney e Raul Alfonsín, então presidentes do Brasil e da Argentina respectivamente.

De acordo com Clóvis Brigagão, “o concerto realizado pelos dois presidentes é até hoje inédito na ordem internacional do regime de não-proliferação e desarmamento. O conjunto de medidas de confiança mútua nuclear conduziu à criação da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares – ABACC – modelo exemplar e transparente em todo o mundo, de verificação de atividades nucleares”.

Sérgio Vieira de Melo

O nome dado à Escola de Paz é uma homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Melo, morto num ataque terrorista no Iraque em 2003 quando representava o Secretário-Geral da ONU naquele país.

Ele construiu toda a carreira diplomática na organização onde ingressou em 1969 e dedicou a maior parte da sua vida ao trabalho no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Serviu em missões humanitárias e de manutenção da paz em Bangladesh, Sudão, Moçambique, Peru, Líbano, Camboja, Croácia, Bósnia, Kosovo, Ruanda e Timor Leste.

Em 1998, foi nomeado Secretário-Geral Adjunto para Assuntos Humanitários da ONU. Era considerado o sucessor de Kofi Annan no comando das Nações Unidas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *