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10/02/2017

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Especialista acredita que o México deve voltar-se para a América do Sul

Brasília – Diante do cenário protecionista e confrontacionista dos Estados Unidos em relação ao México, a professora e pesquisadora da Universidade Auntônoma de Puebla, Raquel León, acredita que o México deveria voltar-se para a América do Sul, fortalecendo ainda mais a integração regional em curso.

Segundo ela, “é um momento crítico que nos leva a repensar as relações econômicas, políticas e, logicamente, as questões culturais”, afirmou a especialista em Negócios Internacionais.

Ela lembrou que nesta semana, os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e e do Brasil, Michel Temer, compartilharam da ideia e do interesse em estreitar os vínculos comerciais com o México, principalmente diante de um cenário de mudanças nos Estados Unidos.

Raquel León explicou que o interesse despertado por Temer e Macri se soma ao que o presidente da Bolívia, Evo Morales, expressou em 26 de janeiro, convidando o México para “olhar mais o Sul para que se construa unidade com base na identidade latino-americana”.

Ela sugeriu ao governo mexicano que aproveite a vontade expressada por Brasil e Argentina para voltar a olhar a região como um sócio relevante depois de um distanciamento que vem da década de 1980 e da aposta por integrar-se com Estados Unidos e Canadá.

A ameaça de Donald Trump de cobrar tarifas altas para as importações manufatureiras e de renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), vigente desde 1994, ascendeu os alarmes no México, pois 80% das suas exportações estão concentradas nos Estados Unidos.

“Um ponto para refletirmos diz respeito à falta de reação por parte do governo mexicano, que apesar dos chamados que chegam do exterior parece não entender o que acontece, nem que está perto de fechar uma relação (com os Estados Unidos)”, enfatizou León. A especialista recordou ainda que Enrique Peña Nieto, ao assumir a presidência, afirmou que relançaria as relações com a América Latina, algo que não ocorreu.

O Brasil é o principal sócio comercial do México na América Latina. Os últimos dados mostram que a balança comercial ascende aos US$ 9.2 bilhões, enquanto com a Argentina, está em cerca de US$ 2.5 bilhões. Com os Estados Unidos, o comércio alcança os US$ 550 bilhões.

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