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Especialista afirma que África prefere investiment

Especialista afirma que África prefere investimentos brasileiros aos chineses

Brasília – Os países africanos preferem os investimentos brasileiros aos chineses, disse Mwangi Kimenyi, diretor-executivo da Brookings Institution, uma das maiores especialistas em África do mundo. “Nem todos admitem, mas o Brasil é mais próximo da África que a China. O Brasil precisa aproveitar melhor as oportunidades”, afirmou Kimenyi a empresários brasileiros, durante o seminário Investimento Estrangeiro na África, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Kimenyi explicou que a chave para fazer investimentos sustentáveis na África é a qualificação de mão de obra. Segundo ele, o Brasil tem um histórico positivo na capacitação de pessoas, diferentemente da China, que não é vista com bons olhos pelos governos africanos.

A Vale, por exemplo, que planeja investir US$ 6,4 bilhões na exploração de carvão em Moçambique e em Malaui, capacitará cerca de dez mil moçambicanos e malauianos no novo projeto.

Ele destacou ainda que o Brasil tem mais tradição em longas parcerias com países africanos. Os primeiros investimentos foram da Petrobras em 1979, que ainda hoje atua na região. As grandes construtoras, como Andrade Gutierrez e Odebrecht estão na África desde o início dos anos 80 e continuam a realizar novos projetos.

Apesar da preferência, os investimentos chineses crescem mais que os brasileiros. O motivo, de acordo com Kimenyi, são as políticas de incentivo à internacionalização do governo da China. O principal deles é o Fundo China-África de desenvolvimento, que entre 2007 e 2012, financiou mais de US$ 4 bilhões para projetos chineses em mais de 50 países da África.

O Brasil também precisa aumentar a presença diplomática e fechar mais acordos de cooperação econômica e de investimentos. Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, investir no exterior traz maior competitividade para as empresas aqui no Brasil.

Até 2012, os chineses haviam fechado 32 acordos e investimentos bilaterais e estabeleceu mecanismos de cooperação econômica em 45 países. Além disso, têm diplomatas responsáveis pela promoção comercial em 48 países.

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