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Livro Branco

Especialistas reposicionam temas de Defesa

Nesta terça-feira, 29, o ministério da Defesa realizou o primeiro de uma série de seis eventos que reunirão especialistas civis e militares em torno da discussão sobre a elaboração do Livro Branco da Defesa Nacional.

 

Reunidos em Campo Grande (MT), cerca de 200 pessoas participaram dos debates que pretendem tornar públicas as informações essenciais sobre a política de defesa do Brasil.

 

O ministério da Defesa pretende envolver a sociedade em torno dos temas que até pouco tempo eram tratados apenas por militares das Forças Armadas e pelo Poder Executivo.

 

De acordo com Alberto Cardoso, general da reserva e ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Livro Branco será uma declaração de princípios sobre como o Brasil deve encarar sua defesa.

 

Na sua avaliação, o Livro Branco permitirá que outros países “conquistem a confiança em relação ao Brasil”. Para Alberto Cardoso, a comunidade internacional perceberá que o Brasil  elaborou um documento em que coloca com clareza os dados referentes à sua defesa.

 

Para o brigadeiro da reserva Delano Teixeira Menezes, “embora se trate de documento de Estado, o documento vai ser elaborado por meio da interpretação da sociedade, com a inspiração de dois marcos legais: a Política Nacional de Defesa, pioneira na América do Sul, e a Estratégia Nacional de Defesa”.

 

O militar lembrou que a participação da sociedade se dará não só por meio dos seminários, mas também com a ajuda de oficinas temáticas, envolvendo a academia, e outros simpósios.

 

Com este objetivo, o ministério da Defesa criou um portal na Internet para que as pessoas possam apresentar suas idéias. Basta acessar o endereço: http://livrobranco.defesa.gov.br.

 

Antonio Jorge Ramalho da Rocha, professor da UnB, destacou três razões que ressaltam a importância do Livro Branco.

 

Segundo ele, a primeira é a razão interna: o Livro Branco envolverá toda a sociedade brasileira, dando aos brasileiros a legítima visão da defesa nacional.

 

A segunda diz respeito à educação: a sociedade brasileira, ao discutir o Livro Branco, aprende a discutir o seu futuro. E a terceira é a da transparência, confiança e dissuasão: o Brasil fará um documento transparente,  com isso terá a confiança de outros países e, através dos dados contidos no documento, adquirirá força dissuasiva para não receber agressões.

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