Brasília, 15 de outubro de 2018 - 21H43

Venezuela

16 de maro de 2005
por: InfoRel
Desde o final do ano passado, o presidente venezuelano Hugo Chávez vem afirmando que os Estados Unidos planejam matá-lo. Ele chegou a ameaçar cortar a exportação de petróleo para os norte-americanos e tem reforçado suas Forças Armadas para o caso de um novo golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos.

Na semana passada, um agente da CIA, entrevistado numa emissora de televisão de Miami, sugeriu pôr um fim ao mandato de Chávez e chegou a dar detalhes de como isso poderia ocorrer. O governo dos Estados Unidos não comentou tais manifestações.

Agora, Chávez, que terá encontro com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Colômbia, àlvaro Uribe, e o primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodriguez Zapatero, no dia 29, em São Gabriel da Cachoeira [AM], quando pretende discutir temas de segurança regional como o combate ao terrorismo, acaba de receber a solidariedade brasileira.

Numa demonstração que o Brasil está definitivamente preocupado com a integração regional, fontes do governo brasileiro consideraram estranhas as acusações vindas dos Estados Unidos, de que Chávez é um fator de desestabilização para a América do Sul. Para o governo Lula, ele não é.

Segundo o assessor internacional da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, as declarações feitas nos Estados Unidos, de que Chávez provoca mais instabilidade nos paà­ses instáveis, “é um despropósito de algum funcionário mal informado”, afirmou nesta terça-feira.

Ele se referia as acusações feitas pelo subsecretário adjunto de Assuntos do Hemisfério Ocidental, do Secretário de Defesa, Roger Maurer, Na segunda-feira, ele afirmou ao jornal Financial Times, que Hugo Chávez é um problema porque está usando sua influência e dinheiro do petróleo, para fazer valer seu estilo conflitivo na polà­tica dos outros paà­ses.

Roger Maurer também confirmou que o governo Bush já está desenvolvendo uma estratégia que visa conter os esforços de Chávez para desestabilizar os paà­ses latino-americanos. Ele não deu detalhes dessa estratégia.

Segundo Marco Aurélio Garcia, "Chávez não só é um presidente democrático como já reafirmou esse caráter duas vezes, com a realização do plebiscito revocatório do próprio mandato e nas eleições municipais realizadas posteriormente”.

Garcia considerou estranhas as declarações feitas pelos Estados Unidos, principalmente depois que o paà­s atuou na criação do Grupo de Amigos da Venezuela junto com o Brasil, há dois anos.

Assuntos estratégicos

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Os chanceleres de Espanha, Josep Borrell, e do Brasil, Aloysio Nunes, mantiveram encontro de...
Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Em 25 de setembro de 2018, Sua Excelência a Senhora Sushma Swaraj, Ministra das...
Comunicado Conjunto do BRICS

Comunicado Conjunto do BRICS

Os Ministros das Relações Exteriores/Relações Internacionais do BRICS...