Brasília, 18 de novembro de 2018 - 13h31

Geopolítica

09 de setembro de 2010
por: InfoRel
Compartilhar notícia:

De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), de Londres, a América Latina está redefinindo suas alianças ao se dar conta de seu peso internacional, diminuindo significativamente a influência norte-americana na região.



Em seu balanço estratégico anual, o IISS afirma que neste ano, “vários países latino-americanos perceberam a si mesmos como potências emergentes no cenário mundial e esperam ser tratados como tais”.



Essa guinada latino-americana seria liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, que impôs uma agenda política com interesses e aspirações mundiais.



Apesar de concretamente não ter resultado em nada, a decisão brasileira de exercer influência no conflito do Oriente Médio e na defesa do programa nuclear iraniano, surpreenderam.



Esse processo deu-se ao mesmo tempo em que os países latino-americanos decidiram buscar novos parceiros extra-regionais como China, Rússia e Irã.



O estudo mostra que os Estados Unidos perderam espaço numa área considerada historicamente como de sua influência.



Preocupa, sobretudo, o fortalecimento das relações iranianas com Bolívia, Brasil e Venezuela.



Também contribuiu para o enfraquecimento norte-americano na América Latina, a crise política em Honduras e o acordo militar firmado com a Colômbia e que dará aos Estados Unidos o direito de operar em sete bases naquele país.



Apesar da Corte Constitucional da Colômbia ter decidido que o assunto deverá passar pelo Congresso, o presidente Juan Manuel Santos estuda formas de ampliar e aprofundar a cooperação.



Por fim, a decisão brasileira de propor uma entidade regional que exclui Estados Unidos, Canadá, Portugal e Espanha, também acelerou este processo.



A futura Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), contará com a presença de Cuba que esnobou sua reintegração à Organização dos Estados Americanos (OEA).



Para o IISS, os Estados Unidos terão de esforçar-se para retomar os laços diplomáticos com a América Latina a partir de países mais amigos como Colômbia e Peru.



Além disso, comércio e energia deverão orientar as novas discussões em lugar da luta contra o narcotráfico e Cuba, por exemplo.



O Brasil recebeu um alerta do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, para que evite impulsos imperialistas e rupturas com os Estados Unidos.



O IISS também destaca a influência crescente de Bolívia e México quanto às mudanças climáticas e a criação da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) e da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).



Análise da Notícia



Quando Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos, a América Latina acreditava que deixaria de ser o quintal norte-americano e que as relações passariam a outro patamar.



Obama prestigiou a Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago e até conversou com Hugo Chávez que lhe presenteou com o livro “As veias abertas da América Latina”, do uruguaio Eduardo Galeano.



E parou por aí.



A política norte-americana em relação a Cuba foi mantida assim como essa aberração que é a Base Naval de Guantánamo.



O aumento da presença militar na região foi alcançado no acordo firmado em outubro de 2009 com a Colômbia.



Os Estados Unidos adotaram postura ambígua em relação à crise política em Honduras quando queriam a queda de Manuel Zelaya.



Diante da frustração, a América Latina buscou e achou novos parceiros.



China, Rússia e Irã, aproveitaram a oportunidade e desembarcaram na região com ofertas comerciais, linhas de crédito, material militar e respaldo político.



O aumento dessa presença preocupa os Estados Unidos.



E a cada dia, diminui sua força entre os latinos.



Contribui para essa situação, a crise financeira enfrentada pelo país e os atoleiros representados pelo Afeganistão e Iraque.



Até mesmo a Colômbia do conservador Juan Manuel Santos quer diversificar as relações, buscar novos mercados e reduzir a dependência dos Estados Unidos.



Resta saber até quando os falcões permitirão um vôo solo da América Latina sem sabotarem iniciativas como a UNASUL, por exemplo.



Ou se o próprio radicalismo de esquerda de alguns não vai ser suficiente para que a região não alcance um grau de integração que a torne verdadeiramente forte política e economicamente.


Warning: pg_exec(): Query failed: ERROR: invalid input syntax for integer: "" LINE 1: SELECT * FROM inforel.categoria_noticias WHERE id = ''; ^ in /home/inforel/www/classes/categoria_noticias.php on line 104

Warning: pg_fetch_array() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/inforel/www/classes/categoria_noticias.php on line 106

Assuntos estratégicos

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Brasília – Com cerca de 30 instalações nucleares e 3.000 fontes de...
Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasília - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações...
Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Brasília – Apesar do anúncio feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, de...
Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Brasília – Os primeiros anúncios feitos pelo presidente da República...
CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional...
Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Os chanceleres de Espanha, Josep Borrell, e do Brasil, Aloysio Nunes, mantiveram encontro de...
Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Em 25 de setembro de 2018, Sua Excelência a Senhora Sushma Swaraj, Ministra das...
Comunicado Conjunto do BRICS

Comunicado Conjunto do BRICS

Os Ministros das Relações Exteriores/Relações Internacionais do BRICS...