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Estados Unidos revê relações na América Latina

Estados Unidos revê relações na América Latina

Nesta sexta-feira, a Secretária de Estado norte-americana, Hilary Clinton, reconheceu que Washington precisa rever rapidamente suas relações com a América Latina.

De acordo com a ex-primeira dama, a política externa de George W. Bush, foi um desastre e o isolamento de países como Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua, só serviram para fortalecer a presença na região de China, Rússia e Irã.

Na sua avaliação, a estratégia de fazer da Venezuela e da Bolívia, estados párias, simplesmente não funcionou.
Teerã e Pequim avançaram e já estão adentrando a América Central a partir da Nicarágua.

Na sua avaliação, China, Irã e Rússia, fortaleceram suas representações diplomáticas na América Latina justamente para tirar proveito da política preconceituosa e arrogante imposta pelo seu país nos oito anos de administração republicana.

Hilary Clinton lembrou que o Irã está construindo uma embaixada enorme em Manágua e não escondeu o desagrado de Washington com a visita de Ahmadinejad ao Brasil.

Nesta direção, os Estados Unidos negociam o restabelecimento das relações diplomáticas com a Bolívia e a Venezuela que expulsaram no ano passado os embaixadores norte-americanos em La Paz e Caracas.

Cuba é outro país que não pretende mover uma palha enquanto os Estados Unidos não tomarem uma atitude concreta em relação à normalização das relações bilaterais.

A ilha é outro foco de interesse de chineses, russos e iranianos.

Análise da Notícia

Diz o ditado que “antes tarde do que nunca”, certo? Pois é, dentro dessa perspectiva, o presidente norte-americano Barack Obama, pediu uma reunião com os presidentes dos países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), há duas semanas em Trinidad e Tobago.

Queria se apresentar, pedir um voto de confiança e dizer que sua responsabilidade não era com o passado, mas com o futuro.

Ouviu queixas e reclamações. Encontrou-se com Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega, presidentes considerados hostis com os Estados Unidos.

Parece ter entendido o que a burocracia política de Washington fazia questão de ignorar: a região mudou e a mudança é sólida.

Deve ter conpreendido que o espaço norte-americano na América Latina pode ser preenchido por nações dispostas a fazer negócios e a convergir politicamente.

O quintal dos Estados Unidos começa a despontar no mapa.

Ficou claro também que ou os Estados Unidos constroem relações de cooperação, ou serão simplesmente banidos. Chega de colocar dinheiro apenas no apoio militar e de dizer o que cada um tem que fazer.

O presidente Hugo Chávez é o que é graças a estupidez norte-americana. O seu isolamento o tornou mais forte e permitiu a exportação da Revolução Bolivariana.

Se a América Latina for ainda mais ousada, resolverá suas diferenças e ganhará ainda mais credibilidade para fazer-se ouvida e respeitada.

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