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Tríplice Fronteira

Estados Unidos satisfeitos com criação do Centro de Inteligência Regional

O governo dos Estados Unidos ficou satisfeito com a criação do Centro Regional de Inteligência (CRI), que vai funcionar na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. A sede do CRI será na cidade brasileira de Foz do Iguaçu (PR).

Segundo fontes do governo norte-americano, é satisfatório o estabelecimento de um centro de inteligência na América do Sul, com o propósito de combater a delinqüência e a corrupção transnacional que emana da Tríplice Fronteira.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos revelou que o Brasil estabeleceu a sede do CRI na cidade de Foz do Iguaçu há quase um ano, mas que decidiu recentemente ampliá-lo transformando-o num centro de operações regionais, com a participação de agentes dos serviços secretos da Argentina e Paraguai.

Além disso, o Departamento de Estado garantiu que a criação do Centro Regional de Inteligência é uma iniciativa do governo brasileiro, que não recebeu pressões para fazê-lo funcionar, apesar de previsto no chamado Mecanismo 3+1 de Segurança da Tríplice Fronteira, da qual os Estados Unidos fazem parte junto com Brasil, Argentina e Paraguai.

O Mecanismo 3+1 foi criado em 2002 com o objetivo de melhorar a capacidade dos países sul-americanos para combater a delinqüência transfronteiriça e frear a lavagem de dinheiro, além de tornar mais ostensiva a vigilância sobre possíveis atividades de arrecadação de recursos que financiariam o terrorismo no Oriente Médio.

O governo norte-americano também assegurou que não aportou recursos para a criação do centro, mas espera com interesse, colaborar com os sócios do mecanismo em diversas questões de segurança relativas à Tríplice Fronteira.

O Centro Hemisférico de Estudos de Defesa, da Universidade Nacional de Defesa, informou que no dia 22 de agosto, um funcionário da embaixada brasileira em Washington, destacou que o Brasil ampliou o centro com a finalidade de compartilhar informações de inteligência com os países vizinhos.

Esse mesmo funcionário também teria garantido que um dos objetivos principais do CRI é a vigilância sob atividades suspeitas relacionadas com o terrorismo.

Para Henry Crumpton, coordenador de anti-terrorismo do Departamento de Estado, “é necesario melhorar a cooperação contra o crime organizado na Tríplice Fronteira”. Na sua avaliação, até o momento essa cooperação é desigual, mas tem alcançado algum progresso.

Ele entende que os Estados Unidos devem oferecer uma colaboração mais intensa aos países do Cone Sul, principalmente com relação ao intercâmbio de informações de inteligência.

No informe por Países sobre Terrorismo, publicado pelo Departamento de Estado no dia 28 de abril, os governos dos três países demonstram preocupação com o contrabando de armas e drogas, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

O documento diz ainda que Hezbollah e Hamas arrecadam fundos junto às comunidades mulçumanas da região, mas não garante que grupos extremistas islâmicos realizem operações a partir da Tríplice Fronteira.

Em 1996, Brasil, Argentina e Paraguai, estabeleceram o “Comando Tripartite da Tríplice Fronteira”, num esforço para controlar melhor o comércio e a enorme população internacional transitória que há naquela zona.

Esse comando foi ampliado em 1998 mediante acordo de segurança entre os três países segundo o qual, também intensificaram a luta contra o terrorismo, o contrabando, a lavagem de dinheiro e o narcotráfico.

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