Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 15h00

Crise Econômica

01 de agosto de 2015
por: InfoRel
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Brasília - A América Latina e o Caribe crescerão em média 0,5% em 2015, segundo estudo realizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), e divulgado nesta semana em Santiago, Chile. Embora a desaceleração seja generalizada na região, a agência projeta um crescimento heterogêneo entre sub-regiões e países.



A América do Sul apresentará uma contração de -0,4%, influenciada pelas quedas no crescimento no Brasil (-1,5%) e na Venezuela (-5,5%). Na América Central e no México a previsão de crescimento é de 2,8%, com o Panamá (6%) liderando as taxas de crescimento em toda a região. Já no Caribe – de língua inglesa e holandesa – o aumento será de 1,7%.



De acordo com o Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2015, a desaceleração econômica se deve tanto a fatores externos quanto internos. Na esfera internacional, o crescimento lento da economia mundial em 2015 atribui-se, em particular, à desaceleração na China e outras economias emergentes, com exceção da Índia.



O relatório observa ainda que o comércio mundial permanecerá estagnado – o que já se tornou um problema estrutural da economia mundial – e que a demanda externa mais fraca se junta, por um lado, à tendência de queda dos preços dos produtos básico, e por outro, ao aumento da volatilidade e da incerteza nos mercados financeiros internacionais.



A CEPAL destaca que a contração do investimento, juntamente com a desaceleração do crescimento do consumo, entre outros fatores explicam a redução da procura interna, o principal fator por trás do crescimento nos últimos anos.



Para a Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, “revitalizar o crescimento a curto e longo prazo requer aumentar o investimento público e privado em tempos complexos. Isso pode ser feito com regras fiscais que protejam o investimento, e recorrendo a fontes de financiamento de parcerias público-privadas, como bancos de investimento e infraestrutura dos BRICS, e mecanismos alternativos, como os títulos verdes e empréstimos triangulares”, afirmou.



O Estudo Econômico indica que um crescimento mais lento terá um impacto negativo sobre o emprego. Em média para 2015 é estimado um aumento da taxa de desemprego para 6,5%, frente aos 6% registrados no ano passado. A taxa foi influenciada pelo mau desempenho do Brasil, onde a taxa de desemprego urbano subiu 0,8 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado.


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