Brasília, 12 de dezembro de 2018 - 15h53

Bases militares colombianas

20 de novembro de 2009
por: InfoRel
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Nesta quinta-feira, o governo dos Estados Unidos admitiu através do Departamento de Estado que poderá realizar operações em toda a região a partir das bases colombianas que utilizarão.



Um novo documento, desta vez da Força Aérea, considera a possibilidade e detalha a situação da região desde o ponto de vista de seus militares.



O acordo militar firmado entre Colômbia e Estados Unidos tem vigência de dez anos e prevê o uso de sete bases por cerca de 800 militares e 600 civis norte-americanos.



No início do mês documento do Pentágono enviado ao Congresso dos Estados Unidos vazou.



O texto afirma que o uso das bases por militares e agentes de inteligência representa “uma oportunidade única para se enfrentar a ameaça de governos hostis à política norte-americana na América do Sul”.



Em 4 de novembro, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, declarou que o acordo militar não previa o aumento da presença militar norte-americana na Colômbia e que não seriam enviados combatentes.



No final de outubro, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma verba de US$ 46 milhões para a reforma e ampliação da base militar de Palanquero, distante 180 km de Bogotá.



Para 2010, o Departamento de Defesa norte-americano terá um orçamento total de US$ 680 bilhões.



A proposta também define os valores que o governo Obama aplicará na luta contra o narcotráfico e a insurgência e para operações e construções militares no exterior.



As revelações fazem crescer as desconfianças sobre os reais interesses dos Estados Unidos na América do Sul.



Em reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o presidente Álvaro Uribe foi cobrado sobre a possibilidade dos militares norte-americanos realizarem operações fora do território colombiano.



Na oportunidade, negou qualquer garantia por escrito de que isso não ocorreria.



A íntegra do acordo publicada pelo InfoRel em 5 de novembro (editoria de América Latina), não proíbe as operações fora da Colômbia.



O princípio da não-intervenção em outros países não é garantia, pois se os Estados Unidos alegarem legítima defesa poderão atuar fora do território colombiano.



Desta forma, o acordo assinado entre os dois países permitirá que a interpretação dos Estados Unidos sobre a região prevaleça.



O documento da Força Aérea dos Estados Unidos faz referência à América do Sul como “uma sub-região crítica onde a segurança e a estabilidade estão permanentemente ameaçadas pelo narcotráfico patrocinado por organizações terroristas, governos antiamericanos, pobreza endêmica e desastres naturais recorrentes”.



O texto é de maio deste ano e o acordo só foi assinado em Bogotá no final de outubro.

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