Luz, Câmera e Ação no ‘Teatro Honduras’
19/11/2009
Acordo militar: cai a máscara
20/11/2009

Bases militares colombianas

EUA admitem operações na América do Sul

Nesta quinta-feira, o governo dos Estados Unidos admitiu através do Departamento de Estado que poderá realizar operações em toda a região a partir das bases colombianas que utilizarão.

Um novo documento, desta vez da Força Aérea, considera a possibilidade e detalha a situação da região desde o ponto de vista de seus militares.

O acordo militar firmado entre Colômbia e Estados Unidos tem vigência de dez anos e prevê o uso de sete bases por cerca de 800 militares e 600 civis norte-americanos.

No início do mês documento do Pentágono enviado ao Congresso dos Estados Unidos vazou.

O texto afirma que o uso das bases por militares e agentes de inteligência representa “uma oportunidade única para se enfrentar a ameaça de governos hostis à política norte-americana na América do Sul”.

Em 4 de novembro, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, declarou que o acordo militar não previa o aumento da presença militar norte-americana na Colômbia e que não seriam enviados combatentes.

No final de outubro, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma verba de US$ 46 milhões para a reforma e ampliação da base militar de Palanquero, distante 180 km de Bogotá.

Para 2010, o Departamento de Defesa norte-americano terá um orçamento total de US$ 680 bilhões.

A proposta também define os valores que o governo Obama aplicará na luta contra o narcotráfico e a insurgência e para operações e construções militares no exterior.

As revelações fazem crescer as desconfianças sobre os reais interesses dos Estados Unidos na América do Sul.

Em reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o presidente Álvaro Uribe foi cobrado sobre a possibilidade dos militares norte-americanos realizarem operações fora do território colombiano.

Na oportunidade, negou qualquer garantia por escrito de que isso não ocorreria.

A íntegra do acordo publicada pelo InfoRel em 5 de novembro (editoria de América Latina), não proíbe as operações fora da Colômbia.

O princípio da não-intervenção em outros países não é garantia, pois se os Estados Unidos alegarem legítima defesa poderão atuar fora do território colombiano.

Desta forma, o acordo assinado entre os dois países permitirá que a interpretação dos Estados Unidos sobre a região prevaleça.

O documento da Força Aérea dos Estados Unidos faz referência à América do Sul como “uma sub-região crítica onde a segurança e a estabilidade estão permanentemente ameaçadas pelo narcotráfico patrocinado por organizações terroristas, governos antiamericanos, pobreza endêmica e desastres naturais recorrentes”.

O texto é de maio deste ano e o acordo só foi assinado em Bogotá no final de outubro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *