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17/02/2016
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17/02/2016

Diplomacia & Negócios

EUA construirá fábrica em Cuba e Havana busca investimentos norte-americanos

Brasília – Os Estados Unidos construirão uma fábrica de tratores em Cuba após 50 anos. A decisão foi tomada pelo presidente Barack Obama que autorizou dois ex-engenheiros de software a implementarem o projeto que permitirá a construção de pelo menos mil tratores anuais. O anúncio ocorre dias antes dos Estados Unidos e Cuba anunciarem formalmente o reinício dos voos comerciais entre os dois países.

As medidas integram os esforços bilaterais de normalização das relações entre Washington e Havana e coincide com a agenda que o ministro de Comércio Exterior  e Investimentos de Cuba cumpre nos Estados Unidos em busca de investimentos norte-americanos.

Rodrigo Malmierca permanecerá quatro dias em Washington para reuniões com funcionários do governo, empresários, políticos e acadêmicos. Dois são os objetivos principais da visita: sensibilizar o governo norte-americano sobre a necessidade de se derrubar o bloqueio econômico contra Cuba, e atrair investimentos para obras de infraestrutura na Ilha.

Nesta segunda, 15, Malmierca reuniu-se com a Secretária de Comércio, Penny Pritzker. Na oportunidade, foram discutidos o alcance das medidas executivas que o presidente Barack Obama poderá adotar para modificar ou flexibilizar o bloquei imposto em 1962. Pritzker esteve em Havana em outubro passado dando início a este diálogo.

Na terça-feira, 16, Rodrigo Malmierca se reunirá com membros da Câmara de Comércio, que em setembro criou o Conselho Empresarial Estados Unidos – Cuba justamente para impulsionar as oportunidades de negócios e remover barreiras junto ao Congresso norte-americano contra Cuba.

O ministro desembarcou em Washington acompanhado de representantes da Câmara de Comércio, do ministério das Relações Exteriores, do Banco Central e de empresas cubanas.

Para Cuba, a plena normalização das relações bilaterais somente será possível quando os Estados Unidos levantarem por completo o embargo econômico, devolverem a Baía de Guantânamo e suspenderem os programas ilegais de rádio e televisão cujas atividades são destinadas, segundo Havana, à desestabilização política do país.

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