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EUA deve fortalecer as relações políticas e econôm

EUA deve fortalecer as relações políticas e econômicas com a América Latina

Brasília – Especialistas hispânicos afirmaram nesta terça-feira, 23, que os Estados Unidos devem fortalecer as relações políticas e econômicas com a América Latina pelos próximos quatro anos, logo após as eleições de novembro.

Segundo Antonia Hernández, presidente da Califórnia Community Foundation, “os Estados Unidos não reconhecem a importância das relações com o resto da América. Falam da China e da Índia, mas a realidade é que nossos aliados econômicos são os países da região”.

Para Salomon Trujillo, presidente de uma organização norte-americana de empresários, os Estados Unidos desconsideram o aumento do Produto Interno Bruto do México e os milagres econômicos alcançados por Colômbia e Chile.

O assunto foi tema de um debate promovido pelo Woodrow Wilson Institute, de Washington, com o objetivo de encontrar alternativas que melhorem as relações dos Estados Unidos com o centro e o sul da América Latina.

Na avaliação de Andrew Selee, subdiretor de programas da entidade, “já não é apenas o Oeste dos Estados Unidos que está vinculado à América Latina. Existem múltiplas vias de aproximação com o potencial dos países vizinhos do Sul”.

A maioria dos expositores acredita que, diante da instabilidade econômica e financeira da Europa, a América Latina se posiciona como uma região de economias emergentes, com taxas de crescimento robustas e processos de abertura democrática.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a América Latina crescerá cerca de 3,4% em 2012, enquanto que os Estados Unidos devem atingir 2% e a zona do Euro, 0,3%.

Política

Além do fator econômico, os Estados Unidos também poderiam pôr fim à imagem negativa que possuem na região onde estariam vinculados apenas com o narcotráfico, insegurança e imigração.

Os debatedores defenderam ainda um maior número de trabalhadores latinos em postos de decisão nos Estados Unidos e lamentaram que eles estejam concentrados basicamente nos departamentos que tratam de matéria migratória.

Por outro lado, Salomon Trujillo cobrou mais investimentos norte-americanos na América Latina e nas economias emergentes do Sudeste asiático.

Segundo ele, “formaremos parte dos seus planos de transição econômica, aumentaremos o volume comercial e criaremos postos de trabalho nos Estados Unidos graças a essa estratégia”.

No ano passado, os Estados Unidos exportaram US$ 198,3 bilhões para o México, o seu maior aliado na região, e importaram o equivalente a US$ 262,8 bilhões.

Isso significa que os Estados Unidos venderam mais ao seu vizinho que à China (US$ 103,9 bilhões).

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