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Bases Militares?

EUA discute cooperação em Defesa com Colômbia, Brasil e Chile

Brasília – Entre os dias 23 e 27 de abril, o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, visitará Colômbia, Brasil e Chile em sua primeira viagem à região como chefe do Pentágono. O principal desafio de Panetta será reverter a animosidade da América do Sul em relação à presença militar norte-americana na região.

Em encontro recente, os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Argentina, Arturo Puricelli, afirmaram que o foco da cooperação militar deve dar-se entre os países membros do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS).

Amorim foi taxativo ao afirmar que “a prioridade (da cooperação) deve ser a UNASUL e não a Conferência dos Ministros de Defesa das Américas”. A 10ª edição da Cúpula de Ministros da Defesa das Américas acontece em Punta Del Este, entre 8 e 10 de outubro.

Leon Panetta e Celso Amorim se reúnem na terça-feira, 24, em Brasília.

Os Estados Unidos têm especial interesse na vitória da Boeing que disputa a licitação da Força Aérea Brasileira (FAB) para a venda do F18 Super Hornet. Além disso, o governo dos Estados Unidos quere conhecer melhor os projetos Sisfron e SisGAAz, desenvolvidos por Exército e Marinha.

A própria Boeing pretende participar da implementação desses sistemas com o fornecimento de tecnologia e equipamentos.

No entanto, as ofertas de cooperação não empolgam, pois o governo dos Estados Unidos está apertando as restrições orçamentárias e nem mesmo a Defesa escapa.

Análise da Notícia

Marcelo Rech

A reunião entre Leon Panetta e Celso Amorim foi acertada antes mesmo do encontro de Dilma Rousseff e Barack Obama, em Washington, no dia 9 de abril. Ali, os dois presidentes tornaram pública a agenda que os responsáveis de Defesa de ambos países terão no dia 24.

No entanto, o Brasil espera muito pouco de concreto. Os Estados Unidos têm mais interesse em saber o que pensamos e como agimos em temas sensíveis como o terrorismo e a contra-insurgência.

Têm curiosidade para saber o que realmente pretendemos com o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron) e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).

Projetos dessa envergadura e orçado em bilhões de dólares, seguramente não podem ser ignorados por Washington, principalmente no seu quintal.

Panetta também quer conhecer a opinião do Brasil acerca da Cúpula de Ministros da Defesa das Américas, assunto que ganhou maior evidência após o rechaço da região à Cúpula das Américas, realizada em Cartagena de Índias, na Colômbia.

Com os recursos cortados significativamente, os Estados Unidos sabem que a cooperação em Defesa também pode ser afetada e países tradicionalmente aliados, como Chile, Colômbia e Peru, podem entrar de vez no processo de integração regional.

E é o Brasil quem patrocina o esforço por uma identidade sul-americana de Defesa, passo que pode consolidar uma nova independência regional em relação ao suprimento de tecnologias e equipamentos.

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