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03/10/2016
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03/10/2016

Satélites & Foguetes

EUA e Brasil vão discutir cooperação espacial para a Base de Alcântara

Brasília – Os Estados Unidos e o Brasil devem iniciar em breve as negociações para a assinatura de um acordo de cooperação espacial envolvendo o uso do Centro de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, revelou que o acordo firmado ainda no governo Fernando Henrique foi retirado do Congresso e que um novo texto será objeto de discussão entre os dois países.

Jungmann também garantiu que o acordo bilateral com a Ucrânia que previa a construção do foguete Cyclone-4, está definitivamente encerrado sem possibilidades de ser retomado. Ele confirmou ainda a intenção do governo em transformar a Base de Alcântara numa fonte comercial de ingressos por meio do lançamento de foguetes. “O lançamento de satélites e foguetes aeroespaciais tem para nós uma enorme importância que seja retomada em bases soberanas”, revelou.

O assunto foi tema de discussão na última sexta-feira, 30, durante o 1º Diálogo da Indústria de Defesa Brasil – Estados Unidos, realizado no Itamaraty. A reunião concluiu com a assinatura de uma carta de intenções, oficializando a intensificação do diálogo entre os governos, juntamente com as indústrias de Defesa dos dois países.

De acordo com o ministério da Defesa, participaram do diálogo representantes de mais de 65 empresas do setor visando assuntos de interesse de ambos os países, como transferência de tecnologia e exportação e importação de produtos de Defesa.

A embaixadora norte-americana Liliana Ayalde, afirmou que as Forças Armadas do Brasil e dos estados Unidos têm intensificado as relações de cooperação na área. “Estamos construindo sobre uma fundação muito forte. Militares e governo têm relacionamento frutífero para unir nossas indústrias”, destacou.

Das parcerias consolidadas entre os governos, segundo ela, está a cooperação entre a Boeing e a Embraer, no acordo comercial para o cargueiro da Força Aérea Brasileira, KC-390; e o emprego do caça A-29, também da empresa brasileira, pelas Força Aérea norte-americana no Afeganistão. “Estamos empenhados em fortalecer nossos vínculos nos anos vindouros,” disse.

Já o ministro da Defesa destacou a importância de institucionalizar a cooperação entre os dois países, fazendo com que ambos comunguem das mesmas ideias e partilhem de uma agenda de interesses. Jungmann ressaltou o desejo em desenvolver um produto na área de Defesa que seja binacional. “O diálogo é o ambiente ideal para facilitar negócios e eliminar barreiras para o compartilhamento e aprofundamento da cooperação entre os governos”, afirmou.

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