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Departamento de Estado

EUA elogia combate ao terrorismo pelo Brasil

Nesta quarta-feira, 4, o governo dos Estados Unidos divulgou Relatório sobre o terrorismo global em que elogia as medidas adotadas pelo Brasil no combate ao terrorismo na América Latina.

Mais uma vez, os Estados Unidos expõem a preocupação com a presença de simpatizantes de grupos radicais islâmicos como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas na Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.

“Esses simpatizantes podem estar levantando fundos na área da Tríplice Fronteira por meio de atividades ilícitas ou solicitando doações dos membros da numerosa comunidade de imigrantes do Oriente Médio na região”.

Por outro lado, o documento reconhece que não há informações confirmadas que indiquem a presença desses grupos na região.

De acordo com o documento, “a estratégia de combate ao terrorismo do governo brasileiro consistiu em impedir terroristas de usar o território brasileiro para facilitar ataques ou levantar recursos, monitorar e acabar com atividades criminosas transnacionais que poderiam apoiar ações terroristas”.

Além disso, reconhece no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um crítico do uso de violência pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “[O presidente] pediu publicamente ao grupo para pôr fim à violência contra o governo colombiano”, diz o texto.

O Relatório norte-americano ainda faz referências à Polícia Federal (PF) e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), como os órgãos responsáveis pelo combate ao terrorismo no país.

“Em julho, o chefe da Divisão de Inteligência da Polícia Federal brasileira afirmou, durante audiência na Câmara dos Deputados, que um indivíduo preso em abril tinha ligações com a Al Qaeda”, registra o documento.

O documento classifica Irã, Síria, Cuba e Sudão como estados que patrocinam atividades terroristas.

O Irã seria o principal patrocinador do terrorismo e Cuba apoiaria grupos armados, como as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), o Exército de Liberação Nacional (ELN), e o grupo terrorista Pátria Basca e Liberdade (ETA), da Espanha.

Cuba critica relatório

Em Brasília, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou o relatório dos Estados Unidos que classifica Cuba como um dos países patrocinadores do terrorismo.

Segundo Rodríguez “não há país que tenha sido vítima de terrorismo como Cuba”.

Na sua avaliação, a inclusão de Cuba nesta lista mostra “um aspecto mais que irracional da política de governo norte-americana”.

Bruno Rodríguez afirmou que “[as pessoas que escreveram o relatório] mentem por razões políticas e atuam contra os interesses do povo norte-americano e do povo cubano, atuam contra os interesses internacionais dos Estados Unidos por pura razão política”.

Ministro nega existência de presos políticos em Cuba

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, negou nesta quinta-feira, a existência de presos políticos em seu país.

De acordo com o chanceler cubano, todos foram “condenados por delitos previstos em lei”.

Ele discutiu o assunto em audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rodríguez também aproveitou para defender a decisão da Venezuela de romper relações diplomáticas com a Colômbia.

Segundo ele, “a existência de bases militares americanas na Colômbia, o crescimento dos pressupostos militares norte-americanos para operação na América Latina e no Caribe, a posição norte-americana favorável ao golpe em Honduras, uma doutrina militar que inclui a intervenção em nossa região e a existência da Quarta Frota em operação na região da América Latina e do Caribe constituem um perigo para a estabilidade e a paz na região e ferem a soberania de todos os países”.

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