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EUA foca na transferência de tecnologia para vende

EUA foca na transferência de tecnologia para vender o caça F-18

Brasília – O vice-presidente da Boeing, Mike Gibbons, afirmou nesta sexta-feira, 13, que a empresa estuda ampliar o pacote de transferência de tecnologia para garantir a venda do caça F-18 Super Hornet para a Força Aérea Brasileira (FAB). Para tanto, Brasil e Estados Unidos devem aprofundar a confiança e a cooperação em relação ao projeto.

De acordo com o ministério da Defesa, não há data fixada para que a decisão sobre a compra do caça para a FAB seja anunciada.

O ministro Celso Amorim pediu às empresas finalistas – Dassault, Boeing e Saab – que mantenham suas ofertas até 31 de dezembro, sem mudanças ou aumentos nos preços.

A expectativa dos militares é que a presidente Dilma Rousseff tome uma decisão antes do final do ano.

Para Mike Gibbons, Brasil e Estados Unidos necessitam um do outro e para os Estados Unidos estarem mais seguros, o Brasil deve adquirir o F-18. Segundo ele, essa decisão irá consolidar as relações bilaterais.

Nos últimos meses, a Boeing intensificou a ofensiva no Brasil ao fechar contratos com a Embraer para melhorar o A-29 Super Tucano e contribuir na comercialização do KC-390, o futuro cargueiro desenvolvido pela brasileira.

Também foi fechado um acordo de parceria com a AEL, subsidiária brasileira da Elbit Systems, de Israel, para o fornecimento de telas do painel de controle para os caças desenvolvidos pela Boeing.

A promessa de ampliar a transferência de tecnologia, no entanto, ainda é vista com desconfiança no Brasil. Apesar das garantias dadas pelo presidente Barack Obama, pela Secretária de Estado Hilary Clinton, e pelo Secretário de Defesa Leon Panetta, é o Congresso norte-americano quem dá a última palavra.

A presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Ileana Ros-Lethiem, por exemplo, já deixou claro que o aprofundamento das relações com o Brasil guarda relação direta com a postura brasileira em relação aos direitos humanos em Cuba e Irã, por exemplo.

O vice-presidente da Boeing explicou que a empresa tem condições de contornar qualquer resistência política no Congresso dos Estados Unidos e lamentou que a decisão tenha ficado para o final de 2012.

Ele lembrou que o próprio ministro Celso Amorim havia dito que a presidente decidiria em junho.

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