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EUA monitoram Bolívia, Cuba, Haiti e Venezuela, e

EUA monitoram Bolívia, Cuba, Haiti e Venezuela, e vigiam Irã na AL

Brasília – O chefe do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos, general Douglas Fraser, afirmou nesta quinta-feira, 8, que os militares norte-americanos mantém vigilância ante a possibilidade de turbulências geopolíticas na Bolívia, Cuba, Haiti e Venezuela.

Fraser afirmou em audiência na Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que “potenciais turbulências geopolíticas nestes países poderão ter um impacto sobre cidadãos e militares norte-americanos que atuam na região”.

De acordo com Douglas Fraser, a Venezuela enfrenta incertezas sobre a saúde do presidente Hugo Chávez e sua real capacidade de seguir governando, o que pode desaguar numa “persistente instabilidade econômica e crescentes níveis de violência no país”.

Na Bolívia, são cada vez mais freqüentes os protestos por conta dos baixos salários, escassez de energia elétrica e o aumento nos preços dos alimentos, o que pode alimentar um processo de “agitação social” contra o presidente Evo Morales.

Em relação a Cuba, o militar reconheceu que a transição de Fidel para Raul Castro está completa, mas o futuro da ilha depende basicamente das reformas econômicas anunciadas pelo governo.

Já o Haiti segue vulnerável aos desastres naturais e dificuldades econômicas graves.

O chefe do Comando Sul também criticou a Venezuela pela falta de cooperação contra o narcotráfico e lamentou os vínculos do ministro da Defesa daquele país, Henry Rangel, com as Farc da Colômbia.

Além de monitorar a situação política e social de Bolívia, Cuba, Venezuela e Haiti, o Comando Sul também vigia as relações do Irã com a América Latina, classificadas como “diplomáticas e comercial”.

Na avaliação de Douglas Fraser, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad não conseguiu traduzir em apoio político a sua mais recente visita a Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela.

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