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EUA não descarta comprar Super Tucano da Embraer

EUA não descarta comprar Super Tucano da Embraer

Rio de Janeiro – O Subsecretário de Estado dos Estados Unidos, William Burns, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que Washington não descarta comprar 20 aeronaves de ataque leve Super Tucano, fabricados pela brasileira Embraer. Nesta semana, o avião foi desclassificado num processo de compra da Força Aérea norte-americana.

Burns fez questão de afirmar que essa intenção não guarda nenhuma relação com a decisão do governo brasileiro de comprar 36 aviões de caça para a Força Aérea. As declarações foram feitas após sua palestra sobre as relações Brasil – Estados Unidos na sede da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

Segundo William Burns, “a Embraer é uma grande empresa e o Super Tucano um grande avião. Os Estados Unidos estão envolvidos em processos internos, mas segue interessado”.

O contrato com a USAF renderia a Embraer algo em torno de US$ 355 milhões. Já a compra dos caças para a FAB está estimada em até US$ 7 bilhões.

“Não acredito que esses assuntos estejam relacionados. São temas diferentes”, afirmou ao assegurar que a norte-americana Boeing continua na briga e com condições de vencer o processo brasileiro com o F-18 Super Hornet.

De acordo com Burns, “estamos convencidos que o F-18 é o melhor avião disponível e algo que confirma isso é que os Estados Unidos os utilizará pelos próximos 20, 30 anos. Estamos convencidos que o pacote de transferência de tecnologia que oferecemos junto com o avião não tem precedente na nossa relação e que é o melhor entre os já oferecidos ao Brasil”.

William Burns encerra sua visita ao Brasil com reuniões de trabalho em Brasília onde se encontra com o chanceler Antonio Patriota e os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.

Na capital, Burns vai tratar de questões mais delicadas para a política exterior dos Estados Unidos. Ele quer saber o que o Brasil pensa sobre a aproximação do Irã com a América Latina e se apóia ou não a participação de Cuba na Cúpula das Américas que será realizada em Cartagena, Colômbia, entre 9 e 15 de abril.

Além disso, o Subsecretário de Estado irá discutir com diplomatas brasileiros a agenda de trabalho da presidente Dilma Rousseff que estará em Washington no dia 9 de abril quando se encontrará com o presidente Barack Obama.

Cúpula das Américas

A Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hilary Clinton, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que não há nenhuma intenção de se convidar Cuba para a Cúpula das Américas que será realizada na Colômbia em abril.

Em depoimento na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, presidida pela cubano-americana Ileana Ros-Lethiem, Clinton garantiu que essa possibilidade não existe.

A deputada republicana queria saber se os Estados Unidos cogitam boicotar a Cúpula se Cuba participar como querem os países da Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba). Clinton não respondeu à pergunta.

Para Hilary Clinton, Cuba não se encaixa na definição de país democrático, condição para que assista ao evento. Ela esteve na Câmara para defender o Orçamento do Departamento de Estado para 2013.

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