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Terrorismo

12 de julho de 2016
por: InfoRel

Brasília - O governo dos Estados Unidos está preocupado com o desaparecimento do sírio Yihad Ahmad Diyab que esteve preso em Guantánamo por 12 anos e que vivia no Uruguai desde dezembro de 2014 junto com outros cinco ex-prisioneiros acolhidos pelo governo de José Mújica. Ele estaria em algum lugar entre o Uruguai e o Brasil uma vez que tem direito à livre circulação e documentação que lhe permite deixar o país vizinho.



Na semana passada, uma companhia aérea emitiu um alerta de que Diyab poderia estar no Brasil. A polícia uruguaia admitiu que ele entrou e saiu do país vizinho várias vezes desde que chegou ao Uruguai Em março deste ano, o sírio manifestou sua simpatia pela Al Qaeda. Há época do acordo, Washington garantiu que os seis ex-detentos não representavam nenhuma ameaça.



Em Washington, o desaparecimento de Yihad Diyab gerou polêmica entre republicanos e democratas. Ambos cirticaram Obama por entregar ex-presos de Guantánamo a países sem condições de segurança e controle. O governo uruguaio, por sua, vez, não tem qualquer compromisso com o controle dos sírios acolhidos no país. Pelo acordo, a responsabilidade do governo está no apoio médico e econômico e no ensino do idioma.



O republicano Jeff Duncan, afirmou que Diyab é membro da Al Qaeda e que ele poderia estar no Brasil para apoiar outros extremistas. Segundo o congressista norte-americano, o sírio seria um expert na falsificação de documentos.



A futura embaixadora dos Estados Unidos no Uruguai, Kelly Keiderling, também se disse preocupada. “Quem sabe o que se passa em sua cabeça e quais são seus planos?”, questionou. Ela afirmou nesta segunda-feira, 11, que o sírio “poderia representar uma ameaça” e revelou que as autoridades norte-americanas sabem que ele se encontra no Brasil.



Neste momento, os Estados Unidos estaria trabalhando com Brasil e Uruguai para localizar o paradeiro de Diyab. Ele teria deixado o Uruguai na semana de 6 de junho e fora sido visto na cidade de Chuy, na fronteira com o Brasil. Até o momento, nenhuma autoridade brasileira reconheceu a possibilidade de que o sírio esteja no país.


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