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EUA prevê protestos em Cuba e Venezuela

EUA prevê protestos em Cuba e Venezuela

O governo dos Estados Unidos acredita que ainda neste ano Cuba poderá enfrentar manifestações populares contra o regime de Raúl Castro, na esteira dos acontecimentos registrados no Egito e que começam a se espalhar pelos demais países do Oriente Médio.

De acordo com James Clapper, chefe da Direção Nacional de Informações (DNI), Cuba poderá ser tomada por protestos populares por conta da crise econômica.

O mesmo poderá acontecer na Venezuela onde cresce a insatisfação popular em relação ao governo de Hugo Chávez, há 12 anos no poder.

Clapper é um militar da reserva (Força Aérea) que assumiu a DNI em agosto passado. Ele também se diz preocupado com a violência no México.

O chefe da Direção Nacional de Inteligência apresentou suas preocupações e prioridades em reunião no Congresso norte-americano.

A partir do seu depoimento, os parlamentares vão decidir sobre o financiamento das 16 agências de inteligência dos Estados Unidos.

Ele classificou a situação econômica de Cuba como “desesperada”.

“As principais fontes de ingressos externos por meio da exportação de níquel e com o turismo, diminuíram. Também diminuíram as reservas em moeda estrangeira o que obrigou o governo a reduzir drasticamente as importações de alimentos. Além disso, a energia elétrica e os produtos essenciais sofreram aumentos”, explicou.

Para o militar, essa realidade foi determinante para que o governo cubano demitisse 500 mil servidores no ano passado.

Cerca de 85% da força de trabalho cubana está empregada na estrutura do Estado.

Em abril, o governo deverá realizar um congresso do Partido Comunista após 14 anos. De acordo com James Clapper, o encontro determinará o futuro da ilha.

“Dividamos que a economia cubana possa absorver rapidamente todos os servidores demitidos, inclusive por conta da estrutura burocrática local e as restrições impostas à iniciativa privada no país”, explicou.

Na sua avaliação, o atual cenário alimenta a insatisfação popular, mas a ausência de uma oposição organizada contribui para que o atual governo se mantenha no poder.

Segundo Clapper, “as forças de segurança de Cuba estão em condições de neutralizar possíveis manifestações públicas, mas se a repressão for grande os protestos podem se radicalizar e conduzir o país à instabilidade política”.

Venezuela

O governo dos Estados Unidos acredita ainda que a crise econômica aumenta a dependência de Cuba em relação à Venezuela, principalmente em relação ao petróleo subsidiado.

No entanto, a Venezuela também pode ser palco de manifestações e protestos uma vez que há uma crise econômica grave no país.

A inflação disparou e já chega aos 30%. Além disso, o crescimento tem sido negativo.

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