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Ingerência

EUA quer mais autonomia para atuar militarmente na América Latina

Brasília – Os comandos especiais responsáveis pela execução de Osama Bin Laden no Paquistão solicitaram ao Pentágono, maior liberdade de deslocamento para realizar operações na América Latina. As forças especiais SOF como são conhecidas atuaram pela primeira vez na libertação de reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em 1980.

Na época, a operação foi um fracasso, mas desde então os SOF vêem recuperando protagonismo com resultados considerados positivos pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Justamente por conta da fama adquirida com a localização e morte de bin Laden que os comandos especiais desejam agora não ter que passar pelo rigor das normas convencionais de atuação no exterior.

No entanto, ainda há resistências no governo norte-americano quanto à atuação desses comandos sem controle. O receio é que as operações clandestinas prejudiquem ainda mais as relações dos Estados Unidos com a região, que já não são boas.

O foco dos comandos especiais seria, pela ordem, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua, todos países que integram a Alternativa Bolivariana (ALBA), liderada por Hugo Chávez.

Países reconhecidos como aliados dos Estados Unidos como Colômbia também estariam na lista uma vez que os comandos especiais consideram as Farc uma ameaça para os Estados Unidos.

Recentemente, os Estados Unidos criou os Military Liaison Elements ou elementos de enlace militar, que atuam dentro das embaixadas norte-americanas na América Latina.

A maioria, sem o conhecimento sequer dos embaixadores.

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