Brasília, 19 de novembro de 2018 - 06h20

Diplomacia

31 de outubro de 2016
por: InfoRel
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Brasília - Pela primeira vez desde a sua instituição, os Estados Unidos se abstiveram de votar em resolução das Nações Unidas contra o embargo econômico aplicado a Cuba. Israel, outro aliado histórico de Washington e que não mantém relações diplomáticas com Cuba, também se absteve. Foram 191 votos a favor do fim do bloqueio e em 24 anos, foi também a primeira vez que nenhum país votou contra Cuba.



A posição norte-americana é parte do processo de reaproximação entre Estados Unidos e Cuba impulsionado pelo presidente Barack Obama, mas que depende do Congresso, de maioria republicana, para ser completamente levantado.



Na Casa Branca, há reconhecimento de que essa é uma política falida e que conta com a oposição do atual governo. No entanto, o futuro ainda é incerto. Não se sabe se o processo terá continuidade com Hilary Clinton ou Donald Trump.



De acordo com a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samanta Power, “a resolução é um exemplo perfeito de por quê a política norte-americana de isolar Cuba não estava funcionando”.



Ainda segundo ela, “no lugar de isolar Cuba, nossa política isolava os Estados Unidos, inclusive aqui nas Nações Unidas. Após mais de 50 anos de seguir o caminho do isolamento, elegemos tomar o caminho do compromisso”. No entanto, Power frisou que a posição norte-americana não significa que o país concorde com as práticas e políticas do governo cubano.



Para o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, a abstenção dos Estados Unidos “é um passo positivo”, mas lamentou que o embargo persista. “É necessário portanto, julgar os fatos. O importante e concreto é a desmontagem do bloqueio, mais que discursos, as declarações de imprensa ou inclusive o voto de uma delegação”, afirmou.



No texto aprovado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, se reconhece a vontade reiterada do presidente Barack Obama de “trabalhar em prol da eliminação do bloqueio econômico, comercial e financeiro” e assinala como “positivas” as medidas adotadas para flexibilizá-lo.



Na primeira vez que a ONU votou uma resolução contra o embargo, em 1992, Cuba recebeu apenas 59 votos, três foram contra e houve 71 abstenções e 45 ausências. 


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