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EUA tem novo Secretário de Defesa e reduz tropas no Afeganistão

Nesta terça-feira, o Senado dos Estados Unidos sabatinou e aprovou o nome de Leon Panetta, ex-Diretor-Geral da CIA, para ocupar o lugar de Robert Gates como Secretário de Defesa.

Em seguida, a Casa Branca anunciava a decisão do presidente Barack Obama de retirar dez mil soldados do Afeganistão.

O InfoRel acompanhou os dois eventos.

Os Estados Unidos mantém 100 mil soldados no país. Para 2012, Obama quer retirar outros 20 mil até que se chegue ao número que o país mantinha em 2009 (próximo de 70 mil).

No entanto, deputados e senadores norte-americanos acreditam que tudo vai depender de como as coisas evoluem no Afeganistão.

Democratas e Republicanos não descartam que até 50 mil soldados deixem aquele país ainda em 2011.

De acordo com um porta-voz da Casa Branca, não serão retirados soldados de combate, mas apenas aqueles que atuam em operações de apoio.

Ao deixar o cargo no Pentágono, Robert Gates reconheceu que a opinião pública norte-americana está cansada de uma década de guerra.

Também pesa na decisão a difícil situação econômica dos Estados Unidos.

Especialistas em política exterior disseram ao InfoRel que se o Congresso norte-americano não promover mudanças em torno do déficit do país, uma grande depressão que poderá durar dez anos acometerá os Estados Unidos e por conseqüência, o mundo todo.

O senador Carl Levin (Democrata de Michigan), presidente do Comitê de Serviços Armados, reconheceu que a crise força a retirada de soldados, 15 mil pelo menos em sua estimativa, mas manifestou preocupação com os resultados que poderão ou não ser alcançados no Afeganistão.

Barack Obama deverá discursar nesta quarta-feira para explicar as razões de sua decisão.

Pentágono

Leon Panetta de 72 anos teve sua aprovação para o lugar de Robert Gates garantida com 100% dos votos no Senado.

Ele deixa a CIA com o apoio político de Republicanos e Democratas e sua sabatina foi das menos concorridas.

O clima tranqüilo e as gentilezas da oposição permitiram que Panetta declarasse apenas que atuaria em defesa das tropas norte-americanas no exterior e de suas famílias.

“Comprometo-me com eles (senadores) e a nação que eu vou trabalhar para assegurar que continuemos a ter os militares mais fortes, mais bem treinados e bem equipados do mundo”, afirmou ao deixar o Congresso.

Ele assumiu a agência de inteligência em fevereiro de 2009 e entre 1994 e 1997, atuou como chefe de gabinete de Bill Clinton.

Leon Panetta também foi deputado de 1977 a 1993, o que lhe permitiu construir laços sólidos com o meio político em Washington.

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