Brasília, 18 de outubro de 2018 - 18h28

EUA teme que armas da Venezuela acabem em mãos err

30 de maro de 2011
por: InfoRel



O governo dos Estados Unidos teme que armas pertencentes à Venezuela parem nas mãos de grupos insurgentes enquanto parlamentares norte-americanos estão preocupados com a crescente influência da China, Rússia e Irã na América Latina.



 



De acordo com o General Douglas Fraser, chefe do Comando Sul, “importantes atores externos (à região) estão influindo”.



 



Fraser compareceu à Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Deputados e destacou que a presença chinesa, russa e iraniana “está centrada principalmente nas relações político-diplomáticas e comerciais”.



 



No caso da China, afirmou que “se trata de um caminho de via dupla onde os países da região também buscam firmar contatos mais robustos”. Já a Rússia estaria mais preocupada em consolidar mercados para a sua indústria de defesa para a venda de armamentos.



 



“Na maioria das vezes, a venda de equipamentos bélicos proporciona uma oportunidade para aqueles Estados da América Latina que pretendem modernizar suas Forças Armadas”, destacou.



 



Segundo ele, “a minha maior preocupação diz respeito ao número de armas automáticas que está comprando a Venezuela e o potencial de que elas podem ser usadas em outros lugares”.



 



Para Douglas Fraser, o Irã se aproxima dos países latino-americanos como forma de limitar o seu isolamento internacional, apoiar o sentimento contra os Estados Unidos e reduzir a influência norte-americana na região e em todo o mundo.



 



O chefe do Comando Sul ressaltou também que movimentos islâmicos como Hamas e Hezbollah recebem apoio na América Latina de onde enviam recursos econômicos para suas organizações no Oriente Médio.



 



Para neutralizar essa influência, o Pentágono pretende aprofundar sua política junto aos sócios militares na região como Colômbia, Chile e Peru.



 



Douglas Fraser concluiu dizendo que os laços com as Forças Armadas da Bolívia e Venezuela só não são maiores porque esses países não querem.

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