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Programa Nuclear

EUA vê relação entre Irã, Síria e Venezuela

Os deputados norte-americanos que integram o Comitê de Relações Internacionais da Câmara de Representantes discutiram nesta quinta-feira, as ameaças representadas pela suposta aliança entre Irã, Síria e Venezuela.

Em audiência pública que contou com a presença do embaixador John Bolton, ex-representante permanente dos Estados Unidos nas Nações Unidas, a deputada Ileana Ros-Lehtinen (R-Florida), presidente do Comitê, afirmou que Irã e Síria são almas gêmeas.

“Vamos continuar envolvidos em uma série de atividades com a UE, Oriente Médio e outros, para garantir que não percamos o foco sobre algumas das ameaças mais prementes para os EUA e a segurança global”, declarou.

Segundo ela, em 24 de maio, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) emitiu dois relatórios contundentes em relação aos programas nucleares do Irã e da Síria.

“O primeiro, com relação ao Irã, cita aumentos significativos na taxa de produção de urânio de baixo enriquecimento e atividades nucleares relacionadas com carga nuclear de um míssil”, destacou.

Ileana Ros-Lehtinen explicou que o Wisconsin Project on Nuclear Arms estima que desde abril de 2011, o estoque iraniano de urânio pouco enriquecido fornece material suficiente para abastecer quatro bombas nucleares.

“O relatório com relação a Síria descreve em detalhes as evidências sobre um prédio secreto onde estaria um reator nuclear destruído por Israel em 2007. A Síria sempre negou que estava construindo um reator nuclear e sistematicamente negou o acesso da AIEA para inspeções”, afirmou a deputada.

Na sua avaliação, as ambições nucleares de Teerã e Damasco foram desnudadas.

“Enquanto o presidente Obama diz que a aquisição pelo Irã de armas nucleares é ´inaceitável´, alguns no seu governo parecem resignados quanto a eventualidade de que o regime vai construir uma bomba”, explicou a parlamentar.

De acordo com Ros-Lehtinen, “isso pode provocar uma cascata de proliferação nuclear no Oriente Médio, o que é inaceitável para a segurança dos Estados Unidos, para os nossos interesses e de nossos aliados vitais, como Israel”.

Recentemente, o Secretário-Adjunto de Estado James Steinberg, afirmou que novas sanções ao Irã são desnecessárias.

Para a parlamentar republicana, “devemos procurar novos meios de compelir o Irã e a Síria para deter as atividades que ameaçam nossa segurança, nossos interesses e de nossos aliados. Nossas políticas para o Irã e a Síria devem incluir uma estratégia integrada, coerente com o objetivo singular de evitar que Irã e Síria continuem perseguindo armas nucleares e outras não convencionais e mísseis para entregá-los à organizações terroristas”.

Venezuela

Nesta quinta-feira, o Comitê de Relações Internacionais da Câmara de Representantes volta a se reunir desta vez para discutir as ameaças aos Estados Unidos representadas pela Venezuela.

A audiência avia abordar a potencial aplicabilidade de sanções contra indivíduos da Venezuela, empresas e entidades do governo.

Também as subcomissões do Hemisfério Ocidental, Oriente Médio e Sul da Ásia e de Segurança Nacional, Defesa e Operações no Exterior, pretendem examinar o suposto apoio venezuelano ao narcotráfico e o terrorismo.

Participarão o embaixador Daniel Benjamin, coordenador de contra-terrorismo 
do Departamento de Estado, Thomas L. Delare, Diretor de Finanças, Terrorismo e Política Econômica do Bureau de Direitos Econômicos e Energia do Departamento de Estado, Kevin Whitaker, Subsecretário Adjunto de Assuntos do Hemisfério Ocidental, do Departamento de Estado, Adam J. Szubin, Diretor do Office of Foreign Assets Control, do Departamento do Tesouro
.

De acordo com o embaixador John Bolton, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, incrementou as relações com o Irã e contribui para que o país escape às sanções impostas pela ONU.

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