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Política
26/09/2016
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26/09/2016

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EUROLAT condena “golpe de Estado” no Brasil

Brasília – O grupo de parlamentares de esquerda reunidos em Montevidéu na IX Sessão Plenária Ordinária da Assembleia Euro-Latino-Americana (EUROLAT), emitiram um comunicado conjunto condenando o “golpe de Estado” no Brasil e atacando duramente a sua implementação contra o que chamaram de “processos democráticos”.

Assinam o documento a Confederação da Esquerda Unitária Europeia, Esquerda Nórdica, Bancada Progressista do Parlasul e representantes de esquerda dos parlamentos Latino-Americano, Centro-Americano e Andino.

Além disso, a denominada Declaração de Montevidéu também critica que na América Latina “voltem a instalar-se os golpes contra os processos democráticos como forma de driblar as decisões adotadas pelos povos nas urnas, e nas manifestações de ódio contra as figuras de Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva”.

Os parlamentares de esquerda refutaram ainda “a perseguição judicial, difamação e ameaças que violam todas as garantias do devido processo e se aplicam contra o ex-presidente trabalhador”. Eles elogiaram as delegações da Bolívia, Costa Rica, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela, que ignoraram a intervenção do presidente Michel Temer na inauguração da Assembleia-Geral da ONU, semana passada em Nova York.

Colômbia

Para os parlamentares de esquerda da Europa e América Latina, os acordos de paz na Colômbia representam um “fato chave” para as possibilidades de desenvolvimento e estabilidade da região e conclamaram a que a União Europeia exclua imediatamente as FARC da sua lista de organizações terroristas.

Nesta direção, manifestaram apoio a que o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN), iniciem as negociações que poderão pôr fim definitivamente ao conflito interno naquele país.

MERCOSUL

A situação do MERCOSUL também foi analisada pelos parlamentares na EUROLAT e os membros dos partidos de esquerda criticaram o “evidente deterioramento do diálogo político regional”, ao mesmo tempo em que qualificaram de “manobra política e violação explícita aos tratados fundacionais do bloco regional, a declaração conjunta aprovada em 13 de setembro passado por Argentina, Paraguai e o governo de facto do Brasil”.

Na avaliação destes representantes, “não existem fundamentos jurídicos válidos para impor sanção alguma à Venezuela”. O documento firmado pelos partidos de esquerda chama de “agressão coordenada por atores internos e externos, campanha que está preparando o cenário para uma intervenção direta no país”.

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