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13/10/2015
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13/10/2015

Geopolítica

Europa e Rússia rivalizam em torno de um equilíbrio para a segurança internacional

Marcelo Rech, especial do Rio de Janeiro

A Europa e a Rússia rivalizam em torno de um equilíbrio para a Segurança Internacional. A Afirmação é do chefe do Departamento de Estudos de Segurança Europeia, do Instituto Europeu da Academia de Ciências da Rússia, Dmitry Danilov.

Ele participou dos debates acerca das políticas mundiais de segurança da XII Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, realizado na última quinta-feira, 8, no Rio de Janeiro, pela Fundação Konrad Adenauer, a União Europeia, o e Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), com o apoio dos institutos InfoRel de Relações Internacionais e Defesa e Pandiá Calógeras (IPC), do ministério da Defesa.

De acordo com Danilov, a Europa enfrenta um problema de equilíbrio de sua segurança. “Para restabelecermos a ordem entre a Rússia e a Europa, precisamos fortalecer aquilo que nos une e não o que nos divide”, afirmou.

Para Alfredo Valadão, da EUBrasil e professor da Sciences Po, de Paris, “sem a Europa não há mundo globalizado, mas ela sofre ameaças internas com os movimentos independentistas e ainda tem que lidar com a pressão russa, às ameaças às suas fronteiras, e a ideia de segurança na Rússia que acabou recriando um grupo em torno de si”.

Os dois participaram do debate juntamente com o diplomata brasileiro Maurício Lyrio, o embaixador alemão no Brasil, Dirk Brengelmann, e o diretor do Centro de Direito Internacional (CEDIN), de Belo Horizonte (MG), Leonardo Brant.

Durante os debates, ficou claro que para os Estados Unidos, há uma tendência de que quem controlar a Europa poderá controlar o mundo. Além disso, discutiu-se a emergência do Terrorismo Internacional, do Crime Organizado Transnacional, e da Pirataria, que ameçam praticamente todas as regiões do planeta e não podem ser eliminados, mas controlados, o que exige mais cooperação internacional, inclusive com relação ao Atlântico Sul onde o Brasil deveria se abrir mais à cooperação com a Europa.

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