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Transferência de tecnologia

Europeia Airbus aposta pelos programas militares brasileiros e cria Airbras

Marcelo Rech, especial de Madri

A gigante Airbus decidiu apostar pelos programas militares brasileiros e para obter os melhores contratos, criou a Airbras. De acordo com o vice-presidente da Airbus Defense & Space, Christian Scherer, nos próximos dez anos, a indústria aeroespacial e de defesa da América Latina irá gerar negócios de cerca de 48 bilhões de euros.

A Airbras terá como primeiro desafio, apoiar toda a logística de 12 aviões C-295 Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB), adquiridos por meio da espanhola Casa-EADS em 2005. De acordo com Scherer, “o Brasil é um mercado-chave na região. Somos e seguiremos sendo o mais brasileiro de todos os grandes grupos aeroespaciais que atualmente operam no país”.

Ele adiantou ainda que a empresa a ser criada poderá participar da instalação de um centro de manutenção, reparação e revisão (MRO, em suas siglas em inglês) que também poderá servir a frota de aviões civis da Airbus tanto do Brasil como dos países vizinhos.

A europeia acaba de concluir ainda a venda de mais três unidades do C-295 só que na versão SAR por 187 milhões de euros. O contrato prevê completo apoio logístico para os aviões que começam a chegar em 2016. O último será entregue no final de 2017.

Em 2005, a FAB também adquiriu nove aviões P-3 Orion que foram modernizados pela Airbus. A compra dos C105 Amazonas, mais os P-3 custaram 500 milhões de euros para a FAB.

Os P-3 Orion estão sendo testados nas instalações da Airbus em Sevilha e deverão ser entregues até o final de 2014.

Brasil

A Airbus possui uma empresa em São José dos Campos (SP), a Equatorial Sistemas, e é desejo da sede que a mesma tenha um papel maior dentro da cadeia global da Airbus.

Em São Paulo, a empresa montou um centro de pesquisa e tecnologia onde são desenvolvidos projetos em associação com a indústria aeroespacial e de defesa do Brasil.

Uma das prioridades é participar do programa de cobertura do mar territorial e das áreas adjacentes ao Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), coordenado pela Marinha e que custará cerca de 12 bilhões de euros. Para tanto, a empresa europeia irá procurar companhias brasileiras com as quais poderá associar-se, incluindo a Embraer.

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