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Impasse

Evo Morales não confia em construtora brasileira que já demite no país

Brasília – O presidente boliviano Evo Morales afirmou nesta quinta-feira, 15, que não confia na construtora brasileira OAS, responsável pela construção dos trechos I e III da rodovia Villa Tunari – San Ignácio de Moxos. Segundo ele, a empresa não entregou nenhuma obra contratada. A OAS também deveria construir as rodovias Tarija – Potosí e Uyuni – Potosí.

Morales afirmou que deu o recado ao embaixador do Brasil em La Paz, Marcel Biato e ao diretor para América Latina da OAS. Ele deixou claro que o governo boliviano pode substituir a empresa na construção das estradas e que o país tem uma reserva de US$ 60 milhões para isso.

No entanto, caso decida substituir a empresa brasileira, Morales pretende pedir na Justiça uma indenização por danos morais.

Também nesta semana, a OAS anunciou a demissão de cerca de 500 de seus funcionários na Bolívia. A empresa reclama da falta de pagamentos por parte do governo boliviano.

A OAS quer receber US$ 190 milhões, mas o governo aceita pagar apenas US$ 143 milhões por conta das mudanças no projeto.

Por outro lado, enquanto Brasil e Bolívia buscam uma solução para o impasse que resultou na suspensão da construção do trecho II entre Cochabamba e Beni, os trabalhadores deram um ultimato de 48 horas para que recebam o que a empresa lhes deve.

Marcel Biato assegurou que o Brasil mantém o financiamento para a construção do trecho II, mesmo com a mudança do traçado. Segundo ele, “este é um compromisso do Estado brasileiro”.

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