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Exército brasileiro importa tecnologia espanhola

Exército brasileiro importa tecnologia espanhola

Na semana passada, o Comandante do Exército, general Enzo Peri, assinou em Brasília, um contrato de US$ 20 milhões com a Tecnobit, filial da multinacional espanhola Oesía, para a construção e manutenção por cinco anos, dos centros de simulação de artilharia de campanha nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

De acordo com a empresa, este foi o maior contrato firmado em seus 25 anos de atividades.

Segundo fontes espanholas, a filial da Oesía irá desenhar e desenvolver os dois centros de simulação para o Exército baseando-se na experiência adquirida em 2002 com o desenvolvimento, manutenção e atualização do Simulador de Artilharia de Campanha, da Academia de Artilharia de Segovia.

A qualidade deste simulador foi determinante para que o Exército brasileiro decidisse adquirir a tecnologia da Tecnobit.

A empresa assegurou ainda a transferência de tecnologia e a economia de recursos após o início das operações dessas unidades, previsto para o final de 2011.

Nos últimos oito anos, a empresa desenvolveu mais de 200 simuladores para os carros de combate Leopard e Pizarro, do Exército espanhol.

O contrato prevê a capacitação dos militares brasileiros quanto à preparação e análise de missões, reconhecimento de terreno, localização e seguimento de alvos fixos e móveis, preparação e execução de disparos, observação e preparação de peças.

A Tecnobit explicou que a imagem do simulador reproduz cenários geográficos reais em todas as condições climáticas.

Os soldados terão ainda a disposição, a simulação de todos os elementos que utilizariam num campo de operações real (GPS, telemetria, prismáticos, rádios, sistemas de comando e controle, entre outros).

O sistema será modernizado e adaptado às especificações impostas pelo Exército brasileiro, incluindo a criação de um laboratório de desenvolvimento do próprio simulador.

Nos próximos dias, serão compostas as equipes de trabalho conjuntas que desenharão o projeto na Espanha antes de submetê-lo aos testes no Brasil.

A Oesía atua no Brasil há dez anos no setor de telecomunicações. Atualmente, os contratos internacionais da empresa representam 23% de sua receita líquida.

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