Brasília, 18 de outubro de 2018 - 18h27

Exército confirma a morte de mais dois militares

18 de janeiro de 2010
por: InfoRel

O Comando do Exército confirmou na manhã desta segunda-feira, a morte de mais um militar que estava em condição de desaparecido no Haiti.



Trata-se do coronel Marcus Vinicius Macêdo Cysneiros, lotado no gabinete do Comandante do Exército.



No domingo, foi identificado o corpo do major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho que servia no Estado-Maior do Exército, em Brasília e estava no Haiti na função de observador militar da ONU.



Pelo menos mais dois militares continuam desaparecidos.



No final de semana, também foi identificado o corpo do diplomata Luiz Carlos da Costa. Ele era o número dois da Minustah. Já são 18 os brasileiros mortos na tragédia.



Também está desaparecido o tenente Cleiton Batista Neiva, da Polícia Militar do Distrito Federal, que no momento do terremoto se encontrava no Hotel Christopher, onde funcionava o QG da ONU.



Ele atuava como oficial de segurança das Nações Unidas e foi um dos primeiros a chegar ao país em 2004. Por 18 meses, atuou como policial da ONU (UNPOL). O tenente Cleiton retornou ao Haiti em 2007.



Neste domingo, o ministério da Defesa reafirmou que as operações de recolhimento e enterro dos corpos espalhados pela capital haitiana, respeitarão as tradições religiosas do país, especialmente o Vodu.



Na semana passada, o ministro Nelson Jobim esteve com o presidente haitiano René Prèval e propôs a colaboração brasileira para o sepultamento das vítimas em cemitério aberto pela Companhia de Engenharia do Exército.



Autoridades locais estimam em 70 mil os sepultados em valas comuns, inclusive abertas em ruas da cidade. Estimam-se em 200 mil os mortos em todo o país.



Análise da Notícia



Cinco dias após o terremoto que devastou Porto Príncipe, equipes de salvamento conseguem operar milagres ao encontrar sobreviventes.



No entanto, na medida em que o tempo passa, essa possibilidade diminui significativamente.



Daí que os esforços deveriam ser canalizados para as operações de resgate seguidas da entrega de água e comida aos haitianos.



No entanto, a velocidade com que a política opera não é a mesma exigida pela catástrofe.



Entre os militares brasileiros, há consternação e luto, mas nem isso impede que o trabalho de socorro seja reforçado.



Soldados do Exército, integrantes da Companhia de Engenharia e Fuzileiros Navais, implementam o atendimento num país sem referências, sem comando.



A Força Aérea atua de forma decisiva para fazer chegar ao Haiti equipamentos, medicamentos, alimentos, água e especialistas.



As três forças atuam desta forma, em conjunto, mas num exercício real.



Diferentemente dos políticos, cabe aos militares abstrair as vaidades e colocar em prática a solidariedade, mais uma vez, a exemplo do que fazem há pouco mais de cinco anos.

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