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17/01/2010
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18/01/2010

Exército confirma a morte de mais dois militares

Exército confirma a morte de mais dois militares

O Comando do Exército confirmou na manhã desta segunda-feira, a morte de mais um militar que estava em condição de desaparecido no Haiti.

Trata-se do coronel Marcus Vinicius Macêdo Cysneiros, lotado no gabinete do Comandante do Exército.

No domingo, foi identificado o corpo do major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho que servia no Estado-Maior do Exército, em Brasília e estava no Haiti na função de observador militar da ONU.

Pelo menos mais dois militares continuam desaparecidos.

No final de semana, também foi identificado o corpo do diplomata Luiz Carlos da Costa. Ele era o número dois da Minustah. Já são 18 os brasileiros mortos na tragédia.

Também está desaparecido o tenente Cleiton Batista Neiva, da Polícia Militar do Distrito Federal, que no momento do terremoto se encontrava no Hotel Christopher, onde funcionava o QG da ONU.

Ele atuava como oficial de segurança das Nações Unidas e foi um dos primeiros a chegar ao país em 2004. Por 18 meses, atuou como policial da ONU (UNPOL). O tenente Cleiton retornou ao Haiti em 2007.

Neste domingo, o ministério da Defesa reafirmou que as operações de recolhimento e enterro dos corpos espalhados pela capital haitiana, respeitarão as tradições religiosas do país, especialmente o Vodu.

Na semana passada, o ministro Nelson Jobim esteve com o presidente haitiano René Prèval e propôs a colaboração brasileira para o sepultamento das vítimas em cemitério aberto pela Companhia de Engenharia do Exército.

Autoridades locais estimam em 70 mil os sepultados em valas comuns, inclusive abertas em ruas da cidade. Estimam-se em 200 mil os mortos em todo o país.

Análise da Notícia

Cinco dias após o terremoto que devastou Porto Príncipe, equipes de salvamento conseguem operar milagres ao encontrar sobreviventes.

No entanto, na medida em que o tempo passa, essa possibilidade diminui significativamente.

Daí que os esforços deveriam ser canalizados para as operações de resgate seguidas da entrega de água e comida aos haitianos.

No entanto, a velocidade com que a política opera não é a mesma exigida pela catástrofe.

Entre os militares brasileiros, há consternação e luto, mas nem isso impede que o trabalho de socorro seja reforçado.

Soldados do Exército, integrantes da Companhia de Engenharia e Fuzileiros Navais, implementam o atendimento num país sem referências, sem comando.

A Força Aérea atua de forma decisiva para fazer chegar ao Haiti equipamentos, medicamentos, alimentos, água e especialistas.

As três forças atuam desta forma, em conjunto, mas num exercício real.

Diferentemente dos políticos, cabe aos militares abstrair as vaidades e colocar em prática a solidariedade, mais uma vez, a exemplo do que fazem há pouco mais de cinco anos.

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