Defesa

Cooperação Espacial
02/05/2005
América do Sul
02/05/2005

EADS/Casa

FAB começa a receber recursos para reaparelhamento

O governo ainda não sabe o que será do Programa FX, uma vez que a licitação para a compra de aviões de caça caducou e nenhum avião foi comprado. Por ora, os F-5 BR que estão sendo revitalizados pela Embraer deverão substituir os caças Mirages que serão aposentados no dia 31 de dezembro.

Enquanto estuda as alternativas para a substituição dos caças, o ministério da Defesa vai resolvendo outras pendências ligadas ao reaparelhamento da Força Aérea.

Depois de quase três anos, foi finalmente assinado o contrato para a revitalização de oito aviões P-3 A Orion, adquiridos no governo Fernando Henrique, dos Estados Unidos. Esses aviões realizarão missões de patrulha marítima e a revitalização estará a cargo da empresa espanhola EADS/Casa.

O contrato de cerca de US$ 700 milhões prevê a transferência de tecnologia, suporte técnico, cooperação, treinamento e investimentos em empresas e instituições brasileiras do setor aéreo, como o Centro Técnico Aeroespacial [CTA].

Também foram adquiridos da EADS/Casa, 12 aeronaves de transporte C-295, que vão substituir os C-115 Búfalos, que apóiam as missões do Sivam na Amazônia. A assinatura do contrato, já aprovado pelo Senado Federal foi discreta e realizada no Comando da Aeronáutica, em Brasília.

O ministro da Defesa, José Alencar, que comunicou o encerramento da licitação dos caças logo após assumir o cargo, falou da necessidade de o Brasil reaparelhar e modernizar suas Forças Armadas, durante a abertura do Latin America Aero e Defense, maior feira internacional da indústria de Defesa, realizada na semana passada no Rio de Janeiro.

Alencar disse que as indústrias brasileiras que produzem equipamentos e tecnologia de defesa precisam ser mais competitivas no mercado interno. De acordo com o vice-presidente e ministro da Defesa, “as exportações do setor já chegaram a US$ 2 bilhões e hoje não passam de US$ 400 milhões”.

Ele defendeu a redução da dependência externa de produtos considerados estratégicos para o país como forma de garantir a soberania. A indústria de Defesa do Brasil ainda aguarda pelos anunciados incentivos para exportação.

Os dois projetos a serem desenvolvidos pelos espanhóis integram o Programa de Fortalecimento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro [PFCEAB]. Os financiamentos e recursos que a EADS/Casa promete aplicar nas no setor aéreo brasileiro, chegam a US$ 1,5 bilhão.

Enquanto isso, deputados da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional devem aprovar requerimento de convocação do Brigadeiro Luiz Carlos Bueno, Comandante da Aeronáutica, para explicar em audiência pública, a compra de aviões que não são da Embraer.

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