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FAB quer construir aviões de transporte no Brasil

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Na semana passada, o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Luiz Carlos Bueno, proferiu palestra na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com o objetivo de apresentar os conceitos do Projeto CT-X Aeronave Regional de Transporte Tático Militar. A nova aeronave deverá substituir o C-95 Bandeirante, da Força Aérea Brasileira (FAB).

Trata-se de uma aeronave de projeto simples, robusta, com baixo custo de manutenção, capacidade de operação em pistas rudimentares e que poderá ser utilizada tanto na aviação civil como na militar.

Os requisitos técnicos apresentados pelo projeto CTX indicam um bimotor turbohélice de transporte leve, com capacidade de carga de no mínimo 2 mil quilos, com asa alta, trem de pouso fixo, porta de carga e rampa traseira. Três aeronaves comercializadas internacionalmente atendem a esse perfil: o CASA 212, o LET 410 e o PZL Skytruck.

Pelo projeto, as aeronaves serão produzidas e montadas no Brasil, com repasse de 100% dos desenhos, contando com um percentual mínimo de 72% de mão-de-obra brasileira e com a possibilidade de que a produção de parte das peças e componentes seja realizada por indústrias nacionais.

Para a FAB, a participação da indústria brasileira é fundamental para a redução dos custos do projeto, que será desenvolvido no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (SP). O Comando da Aeronáutica ofertou as instalações e a mão-de-obra para diminuir os custos da produção da aeronave.

A assinatura do contrato está prevista para o dia 6 de setembro, mas ainda não há um número definido de aeronaves que serão construídas. A princípio, a FAB tem interesse na construção de 60 aviões, cabendo à aviação civil a ampliação deste número.

Bueno explicou que para a aviação Civil, o CTX seria uma alternativa comercialmente adequada ao transporte de passageiros para cidades de médio e pequeno porte. Esses municípios têm sofrido com uma forte retração nos últimos anos.

De acordo com dados divulgados pelo Comando da Aeronáutica, no final da década de 90, 400 cidades brasileiras eram atendidas por linhas aéreas regulares. Hoje, são apenas 129 municípios, menos de 3% das cidades brasileiras.

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