InfoRel oferece conteúdo em espanhol e inglês
19/04/2010
Colômbia compra 8 Black Hawk dos Estados Unidos
19/04/2010

Farc podem ser atacadas no exterior

Farc podem ser atacadas no exterior

Em 1º de março de 2008, o Exército da Colômbia realizou uma operação militar contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

Além da morte de Raul Reyes, o então número 2 da organização, a operação gerou uma crise política regional ainda não superada.

As relações entre Colômbia e Equador não foram restabelecidas.

Agora, pelo menos dois candidatos à sucessão de Álvaro Uribe, defendem que as Farc sejam atacadas mesmo em território estrangeiro.

A ex-chanceler Noemí Sanín e o ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, admitiram em debate realizado em Bogotá, a possibilidade de repetir a operação que resultou na morte de Reyes e mais 25 guerrilheiros.

Santos, responsável pela ordem de ataque às Farc no Equador, afirmou que se sente orgulhoso da operação. Na sua avaliação, a Colômbia deve manter a firmeza e seguir atacando os terroristas onde estiverem.

Ele só recuou quando perguntado se ordenaria um ataque às Farc em território venezuelano.

O ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, do Partido Verde, considera uma operação militar no exterior inaceitável.

Mockus explicou ainda que não fará nenhuma concessão às Farc se continuam seqüestrando.

Gustavo Petro, do Polo Democrático Alternativo, de esquerda, defendeu um julgamento da guerrilha pela Corte Penal Internacional, e Germán Lleras, da coalizão Cambio Radical, que apoiou o ataque de março de 2008, deixou claro que não ordenaria um ataque às Farc na Venezuela.

Na sua opinião, uma operação militar no país vizinho significaria uma guerra que a Colômbia não teria condições de vencer.

As eleições no país serão realizadas em 30 de maio e 20 de junho (segundo turno).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *