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Farc reduz presença na fronteira brasileira

Farc reduz presença na fronteira brasileira

De acordo com o comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno Pereira, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reduziram suas ações na fronteira com o Brasil.

O militar explicou que as Farc estão concentradas em outra parte do país [Colômbia]”.

Nas fronteiras do Brasil com Colômbia e Venezuela, o Exército mantém 9.600 de seus 25.751 homens presentes na Amazônia.

O Exército tem especial preocupação com a chamada Cabeça do Cachorro, em São Gabriel da Cachoeira, distante 850 km de Manaus.

Foi ali que em 2006, se registrou o último incidente entre soldados do Exército e guerrilheiros das Farc.

“Eles estão muito acuados (os guerrilheiros). É evidente o enfraquecimento das Farc depois que perderam alguns de seus líderes mais importantes. Estão quase que confinados numa parte do país, que não inclui a nossa fronteira. O que se sabe é [que estão presentes em] uma área mais próxima à Venezuela e ao Equador”, afirmou em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Heleno Ribeiro, no entanto, está preocupado com o avanço do narcotráfico na região. “Não é simplesmente uma diminuição da atuação das Farc que vai reduzir drasticamente o narcotráfico, pois [os guerrilheiros] não são os únicos que se aproveitam dos recursos do narcotráfico. Há muito mais gente envolvida”, afirmou.

Na segunda-feira, ele abriu a reunião bilateral de inteligência entre militares dos do Brasil e da Colômbia.

Equador: tolerância zero com as Farc

O vice-ministro da Defesa do Equador, Miguel Carvajal, assegurou que as Forças Armadas do país vão repelir qualquer incursão armada proveniente da Colômbia. Segundo ele, “grupos regulares ou irregulares”.

Carvajal explicou que essa é a determinação do presidente Rafael Correa. De acordo com o vice-ministro, “a política equatoriana é de tolerância zero com as violações da sua soberania por parte de guerrilheiros ou soldados”.

Rafael Correa que já foi acusado pelo presidente colombiano Álvaro Uribe de ser um amigo das Farc, afirmou que os militares equatorianos responderão “com tudo” se a guerrilha penetrar o território do país.

Apesar das advertências, as relações entre Colômbia e Equador continuam delicadas por conta do ataque realizado pelo Exército colombiano a um acampamento das Farc no Equador no dia primeiro de março e que matou 26 pessoas, entre elas, o número dois das Farc, Raúl Reyes.

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