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13/09/2016
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13/09/2016

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Fim da Lei do Cobre que financia as Forças Armadas gera crise no Chile

Brasília – As discussões entorno da extinção da Lei Reservada do Cobre que financia as Forças Armadas gera nova crise no Chile mesmo com a decisão da presidente Michelle Bachelet de postergar a discussão até dezembro. O assunto também alimenta incertezas nos meios militares.

O comandante do Exército, Hugo Oviedo, tratou de minimizar o potencial negativo que a medida por ter sobre as Forças Armadas. Segundo ele, “o mais importante é discutirmos como manter as capacidades que o Estado do Chile oferecerá à sua Defesa”. Publicamente, as cúpulas militares afirmam que este é um assunto político e que os políticos deverão dizer como serão resguardadas as capacidades dos militares no exercício de suas funções.

Os militares também não aceitam pagar o preço pela má gestão da Corporação Nacional do Cobre (Codelco), que administra o setor. Os problemas da Codelco somados aos preços internacionais do cobre, seriam as justificativas para revogar a Lei que beneficia as Forças Armadas. Na prática, a ideia seria revogar a lei e ter estes recursos exclusivos para aplicar em outros setores e recuperar a economia chilena.

No entanto, os altos mandos militares avaliam que a revogação da Lei afetará fortemente as capacidades das Forças Armadas em um momento de tensões com Peru e Bolívia. Os comandantes acreditam que, por razões estratégicas, não é momento para mostrar debilidades.

O governo Bachelet, embora dividido, concorda com esta visão e trabalha para encontrar formas de financiar adequadamente as Forças Armadas caso a lei seja mesmo revogada.

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