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Operação Colbra II

Forças aéreas do Brasil e Colômbia realizam exercícios na Amazônia

Nesta terça-feira, militares das forças aéreas do Brasil e Colômbia deram início a Operação Colbra II, que vai até a próxima sexta-feira, 27, entre São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga (AM) e Letícia, na Colômbia.

O dois países pretendem consolidar os procedimentos coordenados de combate ao tráfico ilícito de drogas na região de fronteira.

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), um dos principais objetivos da operação é aprimorar a preservação da soberania do espaço aéreo da Amazônia a partir de uma maior integração entre os militares dos países da região. Brasil e Colômbia também querem incrementar a vigilância e a defesa aérea ao longo da fronteira comum.

A Operação Colbra II vem sendo planejada desde março no Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), em Brasília. Pelo Brasil participaram oficiais do COMDABRA, do Centro de Comando e Controle de Operações Aéreas (CCCOA), do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER). A comitiva da Força Aérea da Colômbia é chefiada pelo Major-General José Vicente Uruena Molina.

A exemplo dos demais exercícios realizados na região, a Colbra II contará com aeronaves-alvo das duas forças aéreas que simularão a invasão do espaço aéreo vizinho para serem interceptadas e conduzidas aos aeródromos de São Gabriel da Cachoeira, no Brasil, e Letícia, na Colômbia.

A FAB informou que na operação serão empregadas táticas e técnicas comuns para a transferência dos tráfegos irregulares supostamente envolvidos em atividades ilegais, tais como o tráfico de drogas e contrabando de armas.

Dessa forma, os procedimentos de defesa aérea previstos nas Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA) estarão sendo efetivados.

“Com a realização da Operação Colbra II podemos aumentar a comunicação conjunta no combate ao narcotráfico, compartilhar experiências operacionais, além de estreitar os laços de amizade entre os dois países”, afirmou o Major-General Uruena.

Para localizá-los, deverão ser empregados meios de detecção (radares) e de interceptação (aeronaves) de ambos os países, quando serão adotadas as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo previstas e que consistem, basicamente, em verificar qual o tipo de aeronave, a sua matrícula, a sua procedência, o seu destino e o que está sendo transportado.

Quando o tráfego ilícito simulado cruzar a fronteira de seu país para o país vizinho, haverá uma coordenação entre os Centros de Operações de Defesa Aeroespacial brasileiro e colombiano, de maneira a possibilitar a transferência de informações e o acompanhamento da aeronave desconhecida pela Força Aérea de um ou de outro país.

As aeronaves-alvo e de interceptação da Força Aérea Brasileira (FAB) ficarão operando a partir do Destacamento de Aeronáutica de São Gabriel da Cachoeira (DASG). Na cidade de Letícia, no Departamento do Amazonas, estarão as aeronaves-alvo e de interceptação da Força Aérea Colombiana (FAC).

A FAB utiliza na Operação, um C-97 Brasília; dois C-98 Caravan, como aeronaves-alvo; seis A-29 Super Tucano, como aeronaves de ataque; um R-99ª, como aeronave de vigilância aérea; um C-130; um SC-95 Bandeirante Sar; e um CH-34, helicóptero Super Puma.

Pela Força Aérea Colombiana (FAC), participam um C-95, como alvo; um C-208 também como alvo; um C-130, de apoio logístico; quatro A-29 Super Tucano, como aeronave de ataque; e um UH-60ª, helicóptero Black Hawk.

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