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Foro de São Paulo cria Secretaria Andino-Amazônica

Foro de São Paulo cria Secretaria Andino-Amazônica

Reunidos desde sábado em Lima, Peru, representantes de partidos e movimentos sociais de esquerda da América Latina, decidiram criar a Secretaria Andino-Amazônica do Foro de São Paulo.

De acordo com os organizadores do evento, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru, enviaram representantes.

Do Peru, participaram o Partido Comunista Peruano, Pátria Vermelha, considerado a “embaixada” das Farc no país, o Partido Nacionalista e o Partido Socialista.

Além deles, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento Ao Socialismo (MAS), da Bolívia, o Pólo Democrático Alternativo e Presentes pelo Socialismo, da Colômbia, o Partido Comunista e o Partido Socialista, do Chile, o Movimento de Unidade Plurinacional Pachakutik Novo País e o Partido Socialista-Frente Ampla, ambos de Equador.

O PT foi representado no encontro por Valter Pomar, membro da direção nacional e secretário executivo do Foro de São Paulo, Leonardo de Brito, presidente do PT do Acre, e João Batista Silva, presidente do PT do Pará.

A nova Secretaria foi o ponto final do encontro quando também foram fixadas as políticas comuns em torno das necessidades dos povos andino e amazônicos.

Para a Secretaria-Executiva do mecanismo, foi eleito o peruano Javier Diez Canseco, fundador do Partido Socialista Peruano.

O Foro de São Paulo decidiu ainda criar o Observatório Eleitoral Regional e o Observatório de Governos Progressistas e de Esquerda Latino-Americanos.

Além disso, pretende ampliar a discussão interna sobre povos originários, a Amazônia, a dimensão estratégica da Costa do Pacífico e Ásia, recursos naturais e o seu papel no modelo de desenvolvimento e a guerra contra as drogas em relação à ingerência norte-americana na região.

A Secretaria Andino-Amazônica comprometeu-se a realizar todas as ações necessárias para respaldar os comitês pela libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos há mais de uma década.

O Foro de São Paulo fez um apelo ao presidente Barack Obama para que ceda às pressões internacionais pela libertação dos cubanos.

Ao final, foram aprovadas a Declaração Final com várias outras moções sobre a situação do povo saharaui, por exemplo.

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