Brasília, 20 de março de 2019 - 09h20
Foz do Iguaçu terá sistema pioneiro de migração fronteiriça

Foz do Iguaçu terá sistema pioneiro de migração fronteiriça

14 de dezembro de 2018 - 15:08:12
por: Marcelo Rech
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Brasília - A fronteira de Foz do Iguaçu com a Argentina será a primeira do país a contar com um sistema automatizado de migração terrestre. Utilizado em aeroportos paulistas, o serviço será colocado em funcionamento em plano piloto na aduana brasileira a partir do início de 2019.

A informação foi destacada pelo delegado-chefe da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, Fabiano Bordignon, durante aula ministrada para a turma de Pós-graduação Gestão em Ciência Política, Estratégia e Planejamento com Ênfase em Fronteiras, formação oferecida pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF).

Indicado pelo futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, para assumir o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) a partir de janeiro, Bordignon foi professor do último módulo do curso, que entre aulas, visitas técnicas e outras atividades tem 18 meses de duração.

Abordando o tema ‘Os impactos das mudanças econômicas na região fronteiriça’, ele deu ênfase à necessidade da promoção de movimentos de ‘transfronteirização’ para maior eficácia de iniciativas voltadas para a segurança e o desenvolvimento da região. 

Nesse sentido, destacou iniciativas de integração, como a do comando tri-partite, formada há mais de duas décadas pelas polícias dos três países, com saldo exitoso no combate à criminalidade na fronteira. Também fez referência à fronteira tríplice da região como a mais desenvolvida economicamente do Brasil. “Tanto que o país tem 9 tríplices fronteiras, mas o termo remete à nossa, aqui em Foz do Iguaçu”.

Seminário Fronteiras do Brasil

No final de outubro, o IDESF reuniu cerca de 400 pessoas de diferentes áreas prioritárias, no V Seminário Fronteiras do Brasil que marcou o lançamento do estudo ‘O mercado ilegal de telecomunicações’, o mais recente trabalho do IDESF sobre a realidade das regiões fronteiriças brasileiras.

Na oportunidade, foram debatidos temas relacionados à segurança pública e ao mercado ilícito das telecomunicações, que alimenta a expansão das redes de banda larga no país, respondendo por 70% dos equipamentos utilizados pelos pequenos e médios provedores. Este já é um dos mais recentes aspectos da clandestinidade nas fronteiras brasileiras.

O evento também debateu a segurança pública, o tráfico de pessoas e o comércio clandestino de agroquímicos, outro viés de ilícito que cresce nas fronteiras brasileiras. “Temos a formação de organizações criminosas especializadas neste contrabando”, afirmou o delegado da Polícia Federal no Rio Grande do Sul e membro da Interpol, Alessandro Lopes Maciel.