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29/09/2005
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29/09/2005

Política

Fracassa acordo para criação do Parlamento do Mercosul

O Paraguai insistiu em ter o mesmo número de vagas a que o Brasil e a Argentina terão direito no futuro Parlamento do Mercosul e criou um impasse nas negociações que ocorrem em Brasília.

Parlamentares dos quatro países que integram o bloco, tentam avançar na formalização do futuro Parlamento, que poderá ser instalado 31 de dezembro de 2006.

Os parlamentares do Mercosul seriam eleitos para um mandato de quatro anos e pela proposta em discussão, seriam 99 representantes. O Brasil teria 36 vagas; a Argentina, 31; Paraguai e Uruguai ficariam com 16 cadeiras cada.

No entanto, o Paraguai não aceita essa composição e exige que todos os países tenham direito a 16 vagas. Os paraguaios defendem que haja uma revisão sobre as vagas a partir de 2014, quando seriam definidas com base no PIB e no tamanho de cada país.

Maior país da região e do bloco, o Brasil não abre mão de ter mais vagas e já teria assegurado o apoio de Argentina e Uruguai. O PIB brasileiro é o maior do Mercosul, e o país será o maior contribuinte para o fundo de US$ 100 milhões [cerca de R$ 230 milhões] que será criado para o Parlamento.

Comunidade Sul-Americana de Nações

Deputados e senadores da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul e o Parlamento Andino também participam da Cúpula presidencial da Comunidade Sul-Americana de Nações, que reúne representantes dos 12 países sul-americanos em Brasília, e que discute a integração e o diálogo político, além da construção de um gasoduto entre os países do Mercosul e o Peru, como uma alternativa ao gás da Bolívia.

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