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França apóia ingresso do Brasil no Conselho de Seg

França apóia ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da ONU

A ministra das Relações Exteriores e Européias da França, Michèlle Alliot-Marie, defendeu nesta terça-feira, uma reforma imediata da estrutura do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) e o ingresso do Brasil como membro permanente no organismo.

Segundo ela, o Brasil tem desempenhado “um papel essencial” no contexto internacional. O anúncio, por sua vez, vem de um país que é membro permanente com direito a veto.

Ela revelou ainda que o Reino Unido, outro país com assento permanente no conselho, também apóia a entrada do Brasil como membro permanente.

Michèlle Alliot-Marie considera “natural” o desejo brasileiro para integrar o conselho como membro permanente.

Atualmente, o Brasil preside o CSNU e ocupa uma vaga não permanente pela décima vez.

“O pleito do Brasil para ter um assento permanente deve ser levado em consideração por ele desempenhar a um papel essencial [no cenário internacional]. O Conselho de Segurança ignora o papel muito essencial que o Brasil tem desempenhado para o mundo”, explicou a chanceler.

Alliot-Marie se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e da Defesa, Nelson Jobim.

O Conselho de Segurança possui a mesma estrutura desde a sua criação em 1945, com 15 membros, cinco permanentes e dez não permanentes com mandatos de dois anos.

Uma das propostas em discussão é que, entre os seus integrantes permanentes, sejam incluídos dois países da Ásia, um da América Latina, um do Leste Europeu e um da África.

Análise da Notícia

Marcelo Rech

A França está preocupada com a decisão do governo brasileiro de rever o processo de escolha dos caças para a Força Aérea.

Nicolás Sarkozy dava com certa a decisão anunciada há dois anos por Lula e avalizada pelo ministro Nelson Jobim.

Lula deixou o poder sem conseguir resolvê-lo e o ministro já não responde pelo assunto.

Os dois advogavam pela compra do Rafale francês, o mais caro entre os três modelos selecionados.

Michèlle Alliot-Marie deixou clara a preocupação francesa em conversas com os ministros da Defesa e das Relações Exteriores, mas à presidente Dilma Rousseff, afirmou compreender o momento em que os cortes no orçamento chegam aos R$ 50 bilhões.

A decisão sobre os caças não deve custar menos que US$ 4 bilhões e embora o ministro Nelson Jobim diga o contrário, a presidente Dilma não se opõe a que outros concorrentes além dos três “finalistas” apresente uma proposta.

“Como estamos fazendo com os helicópteros e os submarinos, vamos transferir a tecnologia para que o Brasil possa ser autônomo. Somos os únicos que aceitamos fazer a proposta de transferência. Nenhum outro país fez essa proposta”, afirmou a chanceler francesa em Brasília.

No entanto, a presidente quer ouvir de Barack Obama o que os Estados Unidos estão dispostos a fazer para ganhar o contrato.

E ela não tem pressa alguma. Quer valorizar ao máximo o tema para avaliar as compensações que podem bater em sua mesa.

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