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França vai pressionar por Rafale

Brasília – O primeiro-ministro da França, François Fillon, iniciou nesta quarta-feira, 14, visita de três dias ao Brasil. Ele vai pressionar a presidente Dilma Rousseff para que o Brasil adquira 36 aviões de caça Rafale para a Força Aérea Brasileira (FAB). A venda é considerada crucial para o futuro da fabricante Dassault e para o próprio modelo que ainda não desencalhou.

Fillon pretende cobrar o compromisso assumido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que chegou a anunciar a compra do caça francês. Vai ouvir da presidente brasileira que o assunto está fora de questão. Com a crise financeira, ela não quer saber do assunto tão cedo.

E a crise será outro dos assuntos tratados. O primeiro-ministro da França quer saber se o Brasil está mesmo disposto a ajudar a Europa. Dilma Rousseff defende uma posição coordenada dos países dos BRICS e mudanças estruturais no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial, para que os emergentes estendam a mão aos europeus.

Na quinta-feira, François Fillon estará em São Paulo onde fará um discurso na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e se reunirá com o governador Geraldo Alckimin. O objetivo é discutir os investimentos franceses em obras do metrô da capital e na infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014.

A viagem termina no Rio de Janeiro onde ele visitará a cidade de Itaguaí que receberá o estaleiro destinado à construção dos submarinos convencional e nuclear que o Brasil desenvolverá com a França.

Fillon irá conhecer ainda uma Unidade de Polícia Pacificadora no Morro do Alemão e prestará homenagem às vítimas do vôo AF 447.

Ele viaja ao Brasil acompanhado pelos ministros dos Esportes, David Douillet; da Indústria, Energia e Economia Digital, vinculado ao ministério da Economia, Finanças e Indústria, Eric Besson; da Cooperação, vinculado ao ministério das Relações Exteriores e Européias, Henri de Raincourt; e por uma delegação empresarial.

De acordo com o Itamaraty, a visita vai reafirmar a parceria estratégica entre os dois países, com especial ênfase em áreas de tecnologias de ponta e no campo do ensino superior e da pesquisa.

Na oportunidade, Brasil e França devem assinar acordos sobre Previdência Social e sobre a participação francesa no programa Ciência Sem Fronteiras.

Além disso, serão examinados projetos na área de integração fronteiriça, ante a perspectiva da conclusão dos trabalhos da ponte sobre o Rio Oiapoque.

O intercâmbio comercial entre o Brasil e a França alcançou no período entre janeiro e novembro de 2011 o montante de US$ 8,9 bilhões, já tendo ultrapassado os valores registrados em 2010 (US$ 8,37 bilhões).

A França, um de nossos 10 principais parceiros comerciais, ocupa a quinta posição entre os maiores investidores no Brasil em 2011, com recursos, até o mês de setembro, da ordem de US$ 2,3 bilhões, 4,5% do total de investimentos recebidos.

Entre os anos 2001 e 2011, os ingressos de investimento da França no Brasil somaram aproximadamente US$ 19 bilhões.

 

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