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Política

Frente Ampla do Uruguai rejeita desestabilização de Dilma e apoia o PT

Brasília – Em reunião realizada neste sábado, 5, os líderes da Frente Ampla, do Uruguai, partido do presidente Tabaré Vázquez, rejeitaram “as tentativas desestabilizadoras contra a presidente Dilma Rousseff” e aprovaram uma declaração de apoio ao governo brasileiro, ao Partido dos Trabalhadores (PT), e contra o proceso de impeachment instalado na semana passada.

De acordo com o documento, a coalizão de esquerda considera que essas tentativas são conduzidas por setores dos grandes meios de comunicação, partidos políticos de oposição e alguns membros do Poder Judiciário brasileiro. A declaração sustenta ainda que a presidente “se vê submetida a ataques por parte daqueles que querem recuperar o controle da política brasileira a qualquer custo, não importando se isso gera ou não uma crise política de forte impacto no Brasil e na região”.

Além disso, a Frente Ampla expressa solidariedade com o PT por conta da “ofensiva” contra o partido e expressa confiança em que a agremiação “atua e atuará com rigor político, para erradicar e enfrentar a corrupção e avançar com respaldo popular”

Impeachment de Dilma pode representar fato político relevante para a região

A senadora paraguaia do Partido Colorado, Blanca Ovelar, afirmou que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, pode representar um fato político de grande relevância para a região, tendo em conta a preponderância do Brasil e sua economia, nas relações com os demais países da América do Sul.

Segundo ela, “é um fato muito chamativo, não sabemos o que pode resultar deste processo, não podemos nos aventurar a afirmar se concluirá com a sua destituição ou não, mas sim, representa um fato político de grande relevância em nossa região e para o qual temos que estar atentos os paraguaios porque isso terá implicações para o nosso país”, afirmou.

Blanca Ovelar lembrou que há três anos o governo brasileiro criticou muito o processo de impeachment do então presidente Fernando Lugo, e foi a própria presidente Dilma Rousseff quem liderou os movimentos na região para a suspensão do Paraguai do Mercosul.

“Agora é o Brasil que vive este processo, não inédito, mas que realmente gera muitas expectativas em todos nós”, concluiu.

Já o senador esquerdista Miguel López Perito (Avança País), destacou que qualquer evento desta natureza é traumático tanto para o país como para a região. “Assim foi a experiência de Fernando Collor de Mello e de Fernando Lugo, ainda que este último com características bem diferentes”, disse.

Perito avalia que a eventual destituição de Dilma não teria nenhuma implicação para o Paraguai já que não há preferência particular da política exterior brasileira com respeito àquele país, “além dos acordos existentes e vigentes como também uma série de problemas que até hoje não foram superados”, disse.

“Não acredito que haja grandes mudanças na política exterior, mas podem haver consequências na economia porque uma parte importante de nossas exportações vão para o Brasil e o que ocorre ali e na Argentina em termos econômicos nos afetam enormemente”, explicou.

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