Mundo

Política
26/04/2016
Cláusula Democrática
26/04/2016

Política

Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional expressa solidariedade com Dilma

Brasília – Dirigentes da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), que governa El Salvador, expressou nesta terça-feira, 19, sua solidariedade com a presidente Dilma Rousseff e contra o processo de impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados. Trata-se de uma organização política nascida de um grupo guerrilheiro de esquerda e membro do Foro de São Paulo, organismo criado por Brasil e Cuba em 1990.

O FMLN também solidarizou-se com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Em comunicado emitido por sua Comissão Política, o FMLN acusou a direita conservadora de estar por trás do processo de destituição da presidente.

A organização que governa El Salvador também fez um chamamento à “todas as forças de esquerda e progressistas brasileiras, que junto com o povo, livram a batalha sem precedentes por preservar a democracia ante as infames investidas da direita e seus aliados dentro e fora do Brasil”, para que reajam ante a onda neoliberal que ganha corpo na região desde a eleição de Mauricio Macri na Argentina, passando pela vitória da oposição na Venezuela e a derrota de Evo Morales na Bolívia, em referendo constitucional.

Na visão do FMLN, é preciso que essas forças se mobilizem para impedir que o passado volte a governar na América Latina e Caribe. Na avaliação do partido salvadorenho, “é necessário fortalecer a contra-ofensiva às tentativas imperiais e da direita que buscam restaurar o neoliberalismo e tomar controle do Estado”.

UNASUR pede que Senado brasileiro arquive processo contra Dilma

O Secretário-Geral da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), Ernesto Samper Pizano, emitiu nesta segunda-feira, 18, comunicado em nome do bloco, pedindo que o Senado arquive o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Esta é a terceira vez que Samper fala em nome dos países membros da UNASUL em relação à crise política no Brasil e a favor da presidente. De acordo com ele, “a decisão adotada pela Câmara dos Deputados do Brasil de continuar o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, sem que haja indício ou discussão de fundo durante o debate sobre supostos delitos, constitui um motivo de séria preocupação para a região”.

Na avaliação de Samper, o simples fato de Dilma ter sido eleita por 54 milhões de votos é suficiente para impedir que o impeachment seja ratificado pelo Senado. Segundo ele, “a presidente não pode ser destituída em um juizo político por maioria parlamentar a menos que exista uma prova que a vincule de maneira direta e dolosa com um delito comum, fato que até o momento não se sucedeu”.

Ernesto Samper Pizano conclui afirmando que “confiamos em que o Senado da República, atuando em consciência como juiz e depois de avaliar a firmeza e pertinência legal das provas aportadas, detenha este processo que pode chegar a afetar seriamente a democracia regional e a segurança jurídica hemisférica”.

Cuba

No domingo, 17, o ministério de Relações Exteriores de Cuba também emitiu um longo comunicado criticando a decisão adotada pela Câmara dos Deputados. Esta foi a segunda nota emitida pelo governo cubano em solidariedade com Dilma, Lula e o PT.

De acordo com a nota, “setores da direita representantes da oligarquia, em conluio com a imprensa reacionária do Brasil, apoiados abertamente por transnacionais da comunicação e o imperialismo, consumaram o primeiro passo do que constitui um golpe de Estado parlamentar contra o governo legítimo do Partido dos Trabalhadores e a presidente Dilma Rousseff”.

Na avaliação cubana, o processo põe em risco as conquistas sociais alcançadas pelo povo brasileiro desde 2003, ano em que o PT chegou ao poder com Lula. A nota lembra ainda dos médicos cubanos que atuam no Brasil e avalia que todos os países que desafiaram a hegemonia do dólar norte-americano, estão enfrentando crises semelhantes.

“O Ministério de Relações Exteriores de Cuba condena energicamente o golpe de Estado parlamentar que está em curso no Brasil e apoia o povo e o governo legítimo, assim como a presidente Dilma Rousseff, em defesa dos avanços políticos e econômicos e as conquistas sociais alcançadas durante os governos do PT”, encerra o comunicado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *